Em post no Truth Social, presidente dos EUA critica devastação de 100 mil árvores na Amazônia para construir via de luxo em Belém, ecoando acusações de Marc Morano e expondo o contrassenso verde da esquerda brasileira na conferência climática

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não poupou críticas ao governo Lula neste domingo (9), usando sua rede Truth Social para denunciar a construção de uma rodovia de quatro faixas em Belém (PA), sede da COP30, como um “grande escândalo”. Ao compartilhar um vídeo do programa da Fox News com o editor do ClimateDepot, Marc Morano – que se autoproclama “representante não oficial” dos EUA no evento desde 6 de novembro –, e o comentarista Charles Hurt, Trump amplificou acusações de hipocrisia ambiental: o Brasil, paladino da “salvação da Amazônia”, teria derrubado cerca de 100 mil árvores para abrir caminho a uma via destinada a “limusines, SUVs e jatinhos particulares” de delegados e autoridades.
Sem delegação oficial americana na conferência – uma ausência que já sinaliza o desdém de Trump pelo evento –, o ataque direto expõe o contrassenso de uma COP30 financiada por destruição florestal, alimentando debates sobre a credibilidade verde do governo petista.
Morano, presente em Belém para “desmascarar” o que chama de “farsa climática”, detalhou no Fox News que a rodovia BR-010 (ou Alça Viária alternativa) corta áreas de floresta preservada, devastando ecossistemas que o Brasil jurou proteger há décadas. “Eles derrubam a Amazônia para construir estradas de luxo para a elite global voar em jatos privados e pregar austeridade aos pobres”, disparou Morano, ecoando críticas conservadoras de que a COP30 é um circo de hipócritas: bilhões gastos em eventos suntuosos enquanto o povo brasileiro sofre com 27 aumentos tributários em três anos e tarifas americanas de 50% impostas em retaliação a perseguições judiciais.
Trump, ao repostar, reforçou: “Grande escândalo no Brasil – destruindo a floresta para uma conferência ‘verde’!” – um golpe que viralizou no X, com a oposição celebrando o “tapa na cara de Lula”.
Essa denúncia não surge do nada: licenças ambientais para a obra, concedidas pelo Ibama em meio a pressões da COP30, autorizaram o corte de vegetação em áreas de preservação permanente, com compensações questionáveis como plantio de mudas em locais distantes. O projeto, orçado em R$ 1,2 bilhão, visa facilitar o acesso ao hangar executivo e hotéis de luxo para os 50 mil participantes esperados, incluindo chefes de Estado em jatos privados que emitem toneladas de CO2.
Enquanto Lula posa de “guardião da Amazônia” na abertura da COP30 nesta segunda (10), Morano e Hurt na Fox destacam o paradoxo: o Brasil, que perdeu 2,1 milhões de hectares de floresta em 2024 segundo o Inpe, prioriza asfalto sobre árvores para acomodar a elite global que prega “transição energética” aos países emergentes.
A ausência oficial dos EUA – confirmada pelo Departamento de Estado, que enviou apenas observadores de baixo escalão – é um recado claro de Trump: a COP30 é “fraude climática”, alinhada à sua agenda de soberania energética e críticas ao “alarmismo verde”.
No Brasil polarizado, isso reforça o discurso dos conservadores: Lula, com desaprovação de 59,7% no DF e crises como a CPMI do INSS expondo desvios bilionários, usa eventos internacionais para maquiar falhas internas, enquanto ignora o narcoterrorismo no Rio (119 mortes na Operação Contenção) e perseguições judiciais a opositores como Bolsonaro, preso domiciliar há meses sem denúncia da PGR.
No DF, reduto de eficiência sob Ibaneis Rocha – que ofereceu inteligência policial ao RJ e mantém homicídios no menor patamar em 48 anos –, e Celina Leão, favoritos para 2026, a esquerda implode com radicais como Ricardo Cappelli espalhando fake news e a “República dos Condenados” (Gim Argello, Arruda) tentando ressurgir.
Trump acerta ao expor essa hipocrisia: derrubar 100 mil árvores para uma rodovia de luxo não salva o planeta; salva egos. A COP30, em vez de soluções, vira palco de escândalos – e o Brasil, mais uma vez, paga a conta. Que sirva de lição: pacificação climática começa em casa, não em limusines.



