Formação integra o projeto Reconexão Cerrado e busca aplicar técnicas inovadoras no bioma
Brasília, 15 de agosto de 2025 – O Instituto Brasília Ambiental promove, por meio do projeto Reconexão Cerrado, o curso Introdução à Agricultura Biodinâmica, voltado a agentes de unidades de conservação (UCs) sob sua gestão. Realizado no Parque Ecológico Águas Claras, o curso chegou ao quarto módulo nesta quinta-feira (14) e terá encerramento no dia 21, completando 24 horas de capacitação distribuídas em cinco encontros.
De acordo com Webert Ferreira, analista em políticas públicas e integrante da comissão do projeto, a iniciativa busca compartilhar práticas agrícolas inovadoras que possam ser aplicadas no contexto do Cerrado. Ele explica que a agricultura biodinâmica oferece um olhar diferenciado para o cuidado com as mudas, etapa crítica para o sucesso das ações de regeneração nas UCs.
A vice-governadora Celina Leão ressaltou a importância da formação como instrumento para a preservação ambiental e valorização do bioma. Já o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou que o Reconexão Cerrado vem qualificando servidores e incentivando o uso sustentável dos recursos naturais.
O curso também foi elogiado pelos participantes. Jeovane Lúcio de Oliveira, agente do Parque Ecológico do Riacho Fundo, avaliou que os conhecimentos adquiridos poderão ser aplicados em projetos locais de agrofloresta e compartilhados com a comunidade.
A agricultura biodinâmica, método agrícola holístico que integra solos, plantas e animais aos ritmos da natureza, se diferencia da orgânica ao incorporar princípios da antroposofia e preparados específicos para compostagem e cultivo. No quarto módulo, o curso contou com a participação de Ximena Moreno, veterinária e referência na área, que apresentou experiências aplicadas na Chácara Bindu, no Lago Oeste, em parceria com Marco Trajano e Débora Beniacar.
Após a conclusão desta etapa, está prevista uma segunda formação dedicada à compostagem biodinâmica, aprofundando o aprendizado adquirido. As capacitações são viabilizadas por meio de compensação ambiental.






