Programas como Prato Cheio e ampliação dos restaurantes comunitários são destaques no DF
Brasília, 7 de agosto de 2025 – O Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome das Nações Unidas, conforme anúncio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). A boa notícia revela que menos de 2,5% da população brasileira vive em situação de subalimentação, ou seja, com consumo insuficiente de calorias e nutrientes para uma vida saudável. O dado é referente à média dos anos de 2022, 2023 e 2024, apresentado no relatório global “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (Sofi 2025)”.
A saída do Brasil da lista reflete o impacto de políticas públicas voltadas ao combate à fome e à pobreza. No Distrito Federal, os avanços são liderados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), com programas e ações que ampliam o acesso à alimentação regular e de qualidade.
Entre os destaques estão o Cartão Prato Cheio, benefício de R$ 250 mensais por 18 meses para famílias em situação de vulnerabilidade, e a Cesta Verde, com frutas, legumes e verduras entregues ao longo do período do programa. Também se destaca o Cartão Gás, com parcelas bimestrais de R$ 100 para compra de botijão de gás de cozinha. Desde 2020, os três programas já beneficiaram quase 3 milhões de famílias no DF.
“Hoje, o Prato Cheio é o maior programa de segurança alimentar do Brasil. Desde 2020, mais de 670 mil famílias foram atendidas, com um investimento que ultrapassa R$ 900 milhões”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.
Outro avanço importante foi a ampliação da rede de restaurantes comunitários, que passou de 14 para 18 unidades. Quinze desses espaços já oferecem três refeições por dia (café, almoço e jantar) por um valor simbólico de R$ 2. Antes, os locais serviam apenas almoço a R$ 3. Como resultado, a quantidade de refeições servidas mais que dobrou, passando de 6,5 milhões em 2019 para 14 milhões em 2024.
De acordo com a secretária, o DF também registrou aumento de 9,2% no índice de segurança alimentar, segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) e da Pnad Contínua, do IBGE. O orçamento para segurança alimentar no DF quadruplicou desde 2020, saltando de menos de R$ 100 milhões para quase R$ 400 milhões em 2024.
Além dos programas sociais, a secretária destaca o papel de políticas complementares. “Apoio à agricultura familiar, fortalecimento da alimentação escolar e ações para geração de emprego e renda também contribuem para esses resultados”, completou Ana Paula Marra.



