PP, PSD e União Brasil já sinalizam suporte na Câmara, mas Republicanos de Damares e Tarcísio ainda são peça-chave para aprovação
Da Redação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avançou na articulação para aprovar um projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, colocando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em estado de alerta. Reuniões recentes com líderes do PP, PSD e União Brasil, realizadas até esta quinta-feira (13), garantiram o apoio dessas siglas na Câmara dos Deputados, mas a proposta ainda depende de cerca de 20 votos para alcançar os 257 necessários à aprovação.
A movimentação ganhou força após encontros de Bolsonaro com presidentes partidários como Ciro Nogueira (PP), Gilberto Kassab (PSD) e Antônio Rueda (União Brasil), que juntos comandam bancadas expressivas na Casa. O PL, maior partido da Câmara com 92 deputados, lidera a iniciativa ao lado de aliados, somando cerca de 237 votos, conforme estimativas de parlamentares envolvidos nas negociações. O próximo alvo do ex-presidente é o Republicanos, legenda de figuras como a senadora Damares Alves (DF) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que possui 44 deputados.
A presença de Tarcísio em um ato na praia de Copacabana, ao lado de Bolsonaro, foi interpretada como um sinal político ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira. A participação do governador paulista indica pressão para que o partido endosse a anistia, evitando tensões internas com dois de seus principais nomes. Pereira, que ainda não confirmou posição, deve se reunir com Bolsonaro nos próximos dias, antes de um evento marcado para domingo (16) que reforçará a pauta da anistia.
O governo Lula monitora o avanço do projeto, que enfrenta resistência no Senado, onde o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já sinalizou cautela. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) mantém neutralidade, mas a decisão final dependerá do colégio de líderes.



