Pedido de impugnação de candidaturas à OAB-DF atinge centenas de advogados

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Pedido de impugnação feito por Everardo Gueiros afeta a inclusão racial na entidade e gerou repúdio dentro da classe

O pedido de impugnação de candidaturas à Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), feito pelo candidato à presidência Everardo Gueiros, gerou forte repercussão e críticas. O requerimento, que se baseia na declaração de pretos por parte de alguns candidatos, atingiu diretamente a concorrente Cris Damasceno e centenas de advogados negros, levantando questões sobre discriminação racial na entidade.

Durante um pronunciamento, Paulo Maurício, conhecido como Poli, condenou a comissão responsável pelo julgamento do pedido de impugnação, destacando que a ação contra Cris Damasceno era uma afronta à dignidade dos profissionais que se identificam racialmente. “Nos solidarizamos com candidatos e candidatas às eleições da OAB/DF que foram injustamente impugnados pela cor da pele. Temos certeza de que o uso eleitoreiro de conquistas tão caras a todos nós não será tolerado pela advocacia do Distrito Federal”, afirmou Poli.

Cris Damasceno, em sua defesa, criticou a comissão de maneira contundente, alegando racismo sem que houvesse um veredito sobre o pedido de impugnação. Ela utilizou a situação para reforçar sua narrativa e se vitimizar, o que gerou divisões entre os candidatos. Enquanto isso, outros concorrentes apontaram o dedo para Poli, atribuindo a ele a responsabilidade pelo pedido, o que foi prontamente desmentido.

A situação ressalta a necessidade de um debate mais profundo sobre a inclusão e a representação racial dentro da OAB-DF, além de destacar os desafios enfrentados pelos profissionais que buscam espaço na advocacia em um contexto de crescente atenção às questões de diversidade e igualdade.

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