Vídeo de ex-senador resulta em condenação judicial por danos morais

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Segundo a decisão, as acusações são levianas e mentirosas e Valmir Amaral foi condenado ao pagamento de R$ 30 mil

Um vídeo com o ex-senador Valmir Amaral circula novamente nas redes sociais desde a segunda-feira (22) e causa polêmica. Aos berros, faz duras críticas ao ex-vice-governador do DF, Tadeu Filippelli e ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg. Com palavras e baixo calão e mostrando descontrole, Amaral fez as declarações a um grupo de jornalistas que cobrem o Congresso Nacional.

Empresário do ramo de transporte público, Valmir Amaral viu ser império ruir no governo passado, quando perdeu a hegemonia após uma licitação que abriu o mercado para outras empresas de ônibus. Até então, o ex-senador dominava o mercado.

Por causa de suas declarações, em junho deste ano, Valmir Amaral foi condenado pela 23ª Vara Cívil de Brasília, no processo nº 2016.01.1.026610-9, por danos morais. A ação foi movida por Filippelli.

De acordo com sentença proferida em 28 de junho pelo juiz Redivaldo Dias Barbosa, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Valmir Amaral “aos berros e visivelmente alterado, diz que o pai pagava “R$ 15 mil, R$ 20 mil para o (Marco Antonio) Campanella (ex-diretor-geral do DFTrans) e ao ex-vice governador Tadeu Filippelli” e acusa o autor de ser “um dos maiores ladrões de Brasília”. Conta que, em 09/03/2016, o autor tomou conhecimento de outro vídeo, nos mesmos moldes. Alega que tais acusações levianas e mentirosas têm feito estrago na vida do autor. Afirma que o réu acusa expressamente o autor de ter recebido propina e o acusa de bandido e ladrão em tom depreciativo e agressivo, o qual está tendo repercussão de âmbito nacional nos veículos de comunicação, induzindo o telespectador a ter dúvida sobre o caráter e idoneidade do autor, uma vez que afirma que jamais recebeu propina. Assevera que não há qualquer investigação ou processo contra o autor, mas da forma colocada pelo réu tem-se a impressão de ser situação de fato consumada e comprovada. Menciona que teve sua honra e imagem maculadas perante a população do Distrito Federal e de todo o país”, diz a decisão  juiz Redivaldo Dias Barbosa.

O juiz condenou Valmir Amaral ao pagamento de R$ 30 mil.

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