
Por Elton Santos, do Guardian DF
A implantação das Organizações Sociais no Distrito Federal só tomou proporções maiores de conhecimento popular de alguns meses para cá. O tema, no entanto, vem sendo tratado por blogs há muito mais tempo. Porém, o governo sempre negou a possibilidade.
E neste tempo de negação, acabou não dialogando com a sociedade para explicar como seria esse modelo de gestão, inicialmente na área da saúde do DF. Aliás, ninguém sabia como funcionava. Nem o vice-governador, Renato Santana. O próprio confessou na CPI da Saúde que essa era uma bandeira que não hasteava, e assim, não concordaria em tê-las em Brasília.
Em conversas entre jornalistas e integrantes do governo, a principal crítica da imprensa – blogosfera – em relação às OSs era “enfiá-las goela baixo” da sociedade. Consideravelmente atrasado, o Buriti decidiu explicar como esse modelo vai funcionar. E confeccionou uma cartilha.
No total, serão 30 mil exemplares, impressos pela gráfica Athalaia, com o custo total de R$ 22,8 mil (foto ao lado). O valor foi totalmente custeado pelo próprio governo.
As revistas foram encaminhadas às unidades de saúde do DF. O que pode ser um tiro no pé. No caso, os próprios servidores ficariam com a responsabilidade de distribuir. Mas como se os servidores são contra as OSs? O governo terá que pensar em outra estratégia.
Na Câmara Legislativa nesta quarta-feira, 3, as OSs foram o tema central do discurso do deputado distrital Chico Vigilante (PT). Segundo ele, “Rollemberg precisa tirar essa história absurda de OSs da cabeça. Só serve para aterrorizar servidores”. Correto. A categoria está em polvorosa. Vamos ver os próximos capítulos dessa história.



