Morre na Papuda o primeiro dos presos dos atos de 8 de janeiro, gerando tensão e questionamentos

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Clériston Pereira da Silva, 46 anos, morre no presídio da Papuda. Ele teve a liberdade pedida pela PGR em agosto e negada pelo ministro Alexandre de Moraes

Um incidente trágico ocorreu nesta segunda-feira (20) no presídio da Papuda, em Brasília, com a morte de Clériston Pereira da Silva, de 46 anos, devido a um mal súbito. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal confirmou a morte do detento, que foi socorrido pela equipe de saúde da penitenciária e posteriormente pelo SAMU e pelo Corpo de Bombeiros.

Clériston, que era portador de comorbidades atestadas por laudos médicos, teve parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR) à revogação de sua prisão, sob medidas cautelares, devido a problemas cardíacos graves. No entanto, esses pedidos foram ignorados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos.

A defesa de Clériston apresentou petições ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a saúde debilitada do detento, agravada por sequelas da COVID-19, justificaria a substituição da prisão preventiva pela domiciliar, conforme o art. 318, II, do Código de Processo Penal.

A morte de Clériston gerou tensão no presídio da Papuda, com relatos de uma tentativa de rebelião por parte dos detentos, revoltados com a situação. A advogada Tanielly Telles de Camargo, que acompanha casos similares, descreveu o ocorrido como uma “tragédia anunciada” e apontou demora no socorro ao detento.

O episódio levanta preocupações sérias sobre as condições de saúde dos presos e as decisões judiciais relativas às condições físicas e mentais dos detentos, especialmente aqueles com doenças graves. Este incidente destaca a necessidade de uma avaliação cuidadosa e humanitária das condições dos detentos, especialmente em casos de saúde delicada, para evitar futuras tragédias.

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