
Por Celson Bianchi, do Alô Brasília
Você foi um dos apoiadores da regulamentação do Uber na Câmara Legislativa. O que podemos esperar do governo para que a lei seja sancionada?
Quais os destaques da sua atuação nesse semestre?
Foram meses muito produtivos. Além do Uber, conseguimos aprovar leis importantes, como a que reduz a carga horária de servidores públicos que tenham filhos ou cônjuges com deficiência. Essa foi uma lei muito especial, uma vez que já existem decisões judiciais que concedem esse benefício a alguns funcionários. Aprovamos também a Política Distrital de Tratamento da Doença Falciforme, projeto de minha autoria, que estabelece diretrizes e maior conscientização para o público e profissionais que desconhecem essa doença. Não posso reclamar desse primeiro semestre.
Muitos deputados têm reclamado da relação com o Executivo. Da sua parte, também existe insatisfação?
Esse é um tema polêmico. Os deputados estão certos em reivindicar um diálogo mais abrangente com o governo, já que ainda somos desprestigiados em alguns aspectos. Não houve aperfeiçoamento nenhum na articulação e o Executivo ainda peca no excesso de urgência na tramitação dos projetos. Banalizaram o regime de urgência e ainda assim, precisamos fazer várias emendas para tornar os textos viáveis. Acredito que tudo isso seja uma questão de conversa, de olho no olho para superar esse tipo de situação.
O que esperar do segundo semestre?
Além de mais diálogo com os parlamentares, o governo precisa enviar à Câmara, sem afobação, projetos como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) e o Plano de Conservação do Projeto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Juntos, esses dois instrumentos podem servir para alavancar desenvolvimento econômico, mas claro pensando na preservação da capital. São duas leis que fazem muita falta à cidade e por isso espero que o governo tenha a sensibilidade de enviar bons textos e que não haja pressa na aprovação. São questões sensíveis e eu não creio que o governador Rollemberg queira ser lembrado por uma gestão que prejudicou a cidade, mas sim o contrário.
Você saiu do PMDB meses antes de Michel Temer assumir como presidente. Bateu arrependimento?
De maneira alguma. Estou bastante satisfeito com o PSDB. Primeiro porque é um partido que valoriza a democracia e escuta bastante seus filiados. O que também me motivou foi a posição de independência em relação ao GDF. Não faço oposição irresponsável e acredito no diálogo para superarmos as questões polêmicas. Não podemos virar as costas para boas iniciativas e bons projetos.



