“Destruição de provas é uma das mais graves obstruções da justiça”, disse Izalci

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Senador do DF solicitou à Polícia Legislativa do Senado a perícia no celular do ex-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, por suspeita de destruição de provas relacionadas aos atos de 8 de janeiro

Brasília, 12 de setembro de 2023 – Durante a reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de janeiro, o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) solicitou à Polícia Legislativa do Senado a realização de uma perícia no celular do ex-chefe do Gabinete Institucional de Segurança (GSI), general Gonçalves Dias, conhecido como G. Dias.

O senador alegou que existem suspeitas de que o general tenha apagado mensagens relacionadas aos eventos de 8 de janeiro, quando ocorreram os protestos e invasões no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto. Izalci afirmou que a destruição de provas é uma das mais graves obstruções à justiça.

No entanto, o pedido do senador provocou um tumulto na sessão da CPMI. O presidente da comissão, deputado federal Arthur Maia (União-BA), solicitou que Izalci apresentasse um requerimento formal para a realização da perícia. O senador respondeu afirmando que não era necessário um requerimento, pois havia centenas de páginas de diálogos entre G. Dias e o ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, que indicavam a necessidade da perícia.

A CPMI dos atos de 8 de janeiro tem como objetivo investigar os eventos ocorridos nesse dia, que envolveram manifestantes que invadiram o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Nesta terça-feira, estava previsto o depoimento da ex-subscretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF, Marília Ferreira Alencar, que não compareceu amparada por uma decisão do ministro do STF, Kassio Nunes Marques. Além disso, a cabo da PMDF Marcela da Silva Morais Pinto, que atuou na repressão dos atos, também prestou depoimento à comissão.

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