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Por Elton Santos, do Guardian DF
O Governo de Brasília deve “cortar na carne” dos servidores que prestam serviços no SAMU. Mais especificamente nas horas extras. Um levantamento da Secretaria de Saúde aponta para um gasto “excedente” com HEs paralelo a um pedido da chefia do setor para o aumento de novos profissionais. Um documento já foi enviado à Governança com todos os dados na semana passada. No entanto, ainda não tem a data de quando esse corte pode ocorrer.
Segundo orientação de portarias do Ministério da Saúde, a composição para o funcionamento do SAMU seria a seguinte, conforme o quadro abaixo:
Sendo assim, a Secretaria de Saúde deve proibir horas extras para algumas categorias e liberar para outras. As que não deverão fazer mais são as de enfermeiros e técnicos administrativos.
As explicações são as seguintes:
Segundo o levantamento, que Guardian DF teve acesso, em relação aos enfermeiros, não há falta de servidores. Pelo contrário. Pelo estipulado por lei, existem pelo menos 7 profissionais a mais. E ainda, além disso, os que trabalham atualmente, fazem horas extras equivalente a 60 servidores.
Ou seja, no final das contas – frisa-se aqui novamente, que são dados do levantamento da própria Secretaria -, o número é como se o SAMU tivesse 67 enfermeiros a mais.
No volante
Outro problema, que talvez dê mais trabalho para o governo resolver refere-se aos motoristas. Atualmente existe, de fato, um déficit que é de 40 condutores. Entretanto, há um banco de horas extras praticado pelo atual quadro de servidores equivalente a 83 motoristas. Ou seja, há um excedente de 43 servidores. Mas a categoria não aceita corte das HEs.
Para técnicos de enfermagem existe um déficit de 2312 horas. Ou seja, faltam 115 servidores. Mas em contrapartida, hoje, os técnicos que existem nos quadros da Secretaria fazem 2680 HEs, que transformadas em recursos humanos resultaria em 134 profissionais. Didaticamente ficaria assim: 115 subtraídos de 135 seria um excedente de 19 técnicos. Por essa razão, o governo deve cortar cerca de 400 horas extras para esta categoria.
Aos médicos haverá liberação de 700 horas semanais. Existe um déficit de horas, mas há um excedente significativo de HEs.
De acordo com o levantamento, “foi avaliado o Samu nos últimos 2 anos e verificado que o total de veículos utilizados mensalmente são de 75% da frota mesmo com a utilização de um milhão e meio em reais mensais em horas extras. Alguns meses chegou a R$ 2 milhões.”







