
Deputado critica a forma do governador administrar o DF, e fala que sempre votou com sua consciência, mesmo quando era líder do governo na Câmara
Por Delmo Menezes, do portal Agenda Capital
Em entrevista concedida ao portal Agenda Capital, o deputado Raimundo Ribeiro (PPS) fala de sua atuação em relação ao Executivo desde o momento que foi convidado para ser líder do governo na Câmara Legislativa.
Ribeiro declarou que na campanha, Rodrigo Rollemberg o procurou, manifestando interesse de participar da frente de oposição ao governo Agnelo e ao PT, e que foi convidado por ele durante o período de transição, para ser o líder de governo na Câmara. Segundo Ribeiro, “Rollemberg na época tinha outra postura em relação aos seus aliados, bem diferente da de hoje”.
Perguntado como era sua relação com o governo, quando era líder na Câmara, o parlamentar ressaltou que sempre manteve mesmo sendo da base aliada, uma postura de independência, votando os projetos de acordo com sua consciência. “Se for bom para a população, eu voto”, declarou.
A relação de Ribeiro e Rollemberg, começou de fato a ficar estremecida, após a exoneração do secretário de Justiça, João Carlos Souto, e dos subsecretários, além do diretor do presídio da papuda, delegado Mauro César Lima. Na época o distrital só tomou conhecimento da exoneração do secretário, minutos antes do anúncio feito pelo governador. “O governador me ligou e só me avisou sobre a saída de Lóssio. Fui pego de surpresa quanto ao Souto”, disse Ribeiro.
Na época, o parlamentar do PPS, entregou em mãos ao líder do governo, deputado Júlio César (PRB-DF), o pedido de exoneração de todos os seus aliados, inclusive, do administrador de Sobradinho, Dr. Divino Sales, fato este, que veio se concretizar, na última quinta-feira (30-06), com a exoneração publicada no Diário Oficial do DF.
Questionado pelo Agenda Capital se o governador Rodrigo Rollemberg, havia comunicado, antecipadamente sobre a saída do administrador, Ribeiro foi enfático: “O governador não me ligou, e não deveria mesmo ligar pois, as nomeações e exonerações, são de sua competência, porém, acho que foi muito deselegante, mas este é o perfil dele”, disse.



