Terceirizados do GDF protestam contra atrasos de salários e acusam GDF de fazer terrorismo

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# Os trabalhadores terceirizados do GDF protestaram contra o atraso no pagamento dos salários durante audiência pública, ontem, no plenário da Casa.

 

# O autor do debate, deputado Chico Vigilante (PT), defendeu os prestadores de serviço: “é preciso que o trabalhador receba em dia”, argumentou.

 

# Para o deputado Agaciel Maia (PTC), os terceirizados deveriam ter o mesmo tratamento dos demais servidores públicos.

 

# O parlamentar defendeu um “auxílio-alimentação digno” para a categoria.

 

# A deputada federal Érika Kokay (PT) propôs uma atuação parlamentar conjunta para resolver a questão: “O governo que não pagar os trabalhadores deve ficar impedido de receber recursos federais”, sugeriu.

 

# Além dos constantes atrasos no pagamento, “muitas empresas não estão cumprindo o reajuste coletivo”, afirmou a presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Asseio e Conservação (Sindiserviços), Maria Isabel Caetano dos Reis.

 

# A convenção coletiva determinou um reajuste de 9% para quem recebe até R$ 1.500,00 e 7% para quem ganha acima deste valor.

 

# Para Isabel, os representantes do GDF são “covardes”, pois foram convidados para a audiência e não compareceram.

 

# A situação se agrava porque o GDF faz “terrorismo ao dizer que não tem dinheiro e isso é péssimo para o comércio”, segundo a presidente do Sindicato dos Comerciários do DF, Geralda Godinho.

 

# Os empresários presentes na audiência, por sua vez, alegaram que o GDF não cumpre os contratos.

 

# “Quando o governo deixa de pagar as empresas, ele não está pagando os terceirizados”, alegou o vice-presidente das empresas de vigilância, Patrocínio Moraes Neto.

 

# “O governo disse que chamaria as empresas para negociar e repactuar os contratos e até hoje, após oito meses de governo, não chamou nenhuma”, argumentou Antônio Ferreira, presidente das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Tercerizáveis do DF (SEAC-DF).

 

# “Para honrar os compromissos com os trabalhadores, muitas empresas estão vendendo seu patrimônio”, disse Ferreira, ao exemplificar que empresas tradicionais no DF, como a Santa Helena, estão “fechando as portas” porque a relação com o governo é de “descaso”.

 

# Ele alertou que os empresários não sabem como vão pagar o 13º aos trabalhadores daqui a três meses.

 

# O presidente da CUT-DF, Rodrigo Brito, analisou a gravidade da situação: “os trabalhadores ficam sem salário e o patronal sem o cumprimento do contrato”.

 

# Ao término da audiência, o deputado Chico Vigilante apresentou requerimento de convocação dos secretários de Fazenda e de Planejamento para prestar informações sobre o cronograma de pagamento aos terceirizados.

 

# A sugestão será submetida ao plenário hoje (1), segundo o parlamentar.

 

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