Sesc-DF e UnB realizam a 26º edição do 25h Nadando

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O evento é uma tradição desde 1990. Esta edição contou com a participação de 150 atletas

O Sesc-DF e a Universidade de Brasília (UnB) realizaram neste final de semana a 26º edição do 25h Nadando. O evento foi realizado no Parque Aquático do Centro Olímpico da UnB e recebeu mais de 800 inscrições.

A competição com revezamento aquático, iniciou às 10h deste sábado (3) e finalizou no domingo (4), às 11h. O evento é uma tradição desde 1990. Esta edição contou com a participação de 150 atletas.

Para o diretor regional do Sesc-DF, Valcides Silva, o evento é muito importante: “No mesmo espaço podemos congregar saúde, esporte, lazer e competição”.

Atletas de diversas academias do Distrito Federal participaram da competição, além de instituições e escolinhas de natação, atuando em equipes.

Simone Montenegro, professora do Mackenzie, se sentiu lisonjeada pelo convite para o evento. “A equipe do Mackenzie participou com 8 atletas, que se apresentaram com coreografias distintas de solo, dueto e equipe, sendo 3 atletas da seleção brasileira de nado adulto”, afirmou.

O evento recebe o apoio do Hospital Sarah, da APABB (Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil) e do CETEFE (Centro de Treinamento de Educação Física Especial), além de uma raia aberta à comunidade, para atendimento de todos aqueles que não possuem equipe e queiram participar do evento.

Ana Maria dos Santos é cadeirante e atleta do Hospital Sarah, recebeu o convite para participar e se sentiu muito feliz. “Me chamou a atenção essa raia junto na competição, para mostrar para a população, como forma de inclusão social e também de valorização da gente”, comemora.

O revezamento aquático tem a finalidade de reunir os admiradores da natação, além de congregar em um só lugar atividades esportivas, recreativas e de lazer. O evento é o único do gênero com uma raia destinada a pessoas com deficiência e necessidades especiais, desde a sua criação, em 1990.

Paulo Henrique Azevedo, professor e coordenador do evento na UnB, diz que a raia específica para deficientes é um dos orgulhos da competição, na mesma piscina que os demais, para que se sintam reconhecidos.

“O impacto da presença desse público é muito grande no evento. É uma característica imbatível, pessoas chegam de vários lugares para prestigiar o revezamento, aqui acaba sendo uma das possibilidades de valorização desse público”, diz.

Angélica Oliveira, atleta do Sesc do Gama, já participa da competição há 3 anos. “É bom para quem está começando e para quem já nada profissionalmente, aqui tem gente de todos os níveis e gosto muito”, explica.

Em 2018, última edição do evento, a equipe campeã atingiu a distância de 91.500m, com somatório de todas as equipes de 602.200m percorridos.

Para o coordenador de Esporte e Lazer do Sesc-DF, Gustavo Schmarczek Beier, no congresso técnico, realizado dia 31 de agosto, com participação dos representantes das equipes, “ficou evidente a motivação e alegria de todos pelo retorno da competição, que este ano renova a sua proposta social, com a troca do valor das inscrições pela doação de materiais escolares, buscando a conscientização e solidariedade dos participantes e público presente”, ressaltou.

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