Paulo Octávio enfrenta problemas em sua campanha e pode desistir

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Empresário e ex-governador, PO tem dessabores que vão desde a problemas judiciais e a rejeição do eleitor ao seu partido, que pode influir, inclusive, na campanha de seu filho

Candidato pelo PSD, o empresário e ex-governador Paulo Octávio vive um dos piores momentos na tentativa de retorno a política. Maior ainda que passou na deflagração da Operação Caixa de Pandora, quando teve que renunciar o cargo para sair do holofotes da investigação da Polícia Federal.

O cenário é de incertezas para sua campanha. Paulo Octávio se afastou da política nos últimos anos e tenta voltar para, principalmente, emplacar o seu herdeiro, André Kubstichek, como deputado federal.

O clima no comitê de campanha não é bom. Quem trabalha lá, confidencia que a equipe central que deveria estar trabalhando especificamente para a campanha ao GDF, na verdade está mais preocupada com a eleição de André. Isso vem causando revolta em outros candidatos do partido.

Muitos analisam que a desistência de Paulo Octávio hoje seria a melhor forma de apaziguar os ânimos dentro da legenda. E poderia até facilitar a vida de seu filho, trazendo tranquilidade tanto para ele, quanto para os demais candidatos a deputado federal pelo PSD.

Outro problema enfrentado é a crescente rejeição que o partido de Paulo Octávio vem sofrendo. E o principal responsável é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, considerado hoje o maior culpado pelas ações arbitrárias e fora da Constituição Brasileira promovidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pacheco hoje é o filho feio do PSD. Em vários estados, candidatos tentam descolar a imagem do presidente do Senado do partido. No Distrito Federal a situação é pior ainda, já que o eleitor brasiliense está mais perto do poder central, e acompanha de perto a escalada autoritária sob às vistas cegas de Rodrigo Pacheco.

A vergonha instituição de Rodrigo Pacheco respinga diretamente em Paulo Octávio. E pode, inclusive, atrapalhar os planos dos candidatos a deputados. A tendência é que PO tente se descolar o máximo de Pacheco, o que seria quase impossível, e desistir para cuidar exclusivamente da eleição do seu filho, André.

Paulo Octávio, elegendo seu filho, voltaria a cuidar dos seus negócios, muitos deles ligados diretamente a setor público. E desistir de vez da política.

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