OPINIÃO | Erro estratégico de Bolsonaro vai complicar a sua candidatura e a de Damares no DF

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Pré-candidatura de ex-ministra da Mulher é considerada como um engano político do presidente que deve ser revista em breve

A pré-candidatura da ex-ministra da Mulher, dos Direitos Humanos e da Criança, Damares Alves, ao Senado pelo Distrito Federal, é um erro político do presidente Jair Bolsonaro (PL), que caiu na jogada dos Republicanos, partido de Damares.

Bolsonaro não pode ter duas ex-ministras como candidatas ao Senado na mesma unidade da Federação. No Distrito Federal, a sua candidata será Flávia Arruda (PL), mesmo partido do presidente. Ela também é a candidata apoiada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB)

A candidatura de Damares Alves atende mais aos interesses do Republicanos do que aos do próprio Bolsonaro. E ainda o coloca em saia justa, colocando a sua lealdade com Flávia em cheque, o que pode desagradar vários líderes que fazem parte da base de apoio do presidente. Bolsonaro não quer passar perante o eleitorado a imagem de traidor.

O problema deve ser resolvido em breve com a retirada da pré-candidatura de Damares, mas o Republicanos pretende vender caro a desistência. A legenda de Damares está levando a máxima de “criar dificuldades para vender facilidade” de forma literal.

Ibaneis, que não tem nada a ver com essa confusão, assiste a trapalhada criada pela base bolsonarista. A ex-ministra Flávia Arruda cobra uma posição do Planalto. E Damares deve receber em breve a informação que cumprirá uma nova missão nas Eleições de 2022.

Damares deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e ser a puxadora de votos do seu partido no DF. Cogita-se, ainda, colocar ela como primeira suplente de Flavia Arruda.

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