Eleições 2022 | Oposição no DF tenta fazer bolo sem fermento

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O fermento numa eleição é a maior quantidade de apoio, um histórico de realizações que se possa mostrar a população e a união em torno de um projeto político de sucesso

POR RICARDO CALLADO

Para uma boa receita de bolo, é preciso usar o fermento certo. A receita é simples, mas muitos acabam perdendo a mão e deixando o bolo solado. Quando isso acontece é porque na maioria das vezes faltou o fermento necessário.

Fazer política não é diferente de fazer um bolo. A receita muitas vezes parece ser simples. Não precisa inventar nenhuma mágica. O fermento numa eleição é a maior quantidade de apoio, um histórico de realizações que se possa mostrar a população e a união em torno de um projeto político de sucesso. E isso falta para a oposição e sobra na campanha à reeleição do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Não é de hoje que a oposição bate cabeça. O PT tem hoje dois candidatos ao Palácio do Buriti, a sindicalista Rosilene Correa e o ex-deputado Geraldo Magela. Mas, até as convenções partidárias, pode não ter nenhum. Os acordos em torno da candidatura do ex-presidente Lula pode solar o petismo no DF.

A legenda pode ser obrigada a engolir uma outra candidatura de esquerda ou de extrema-esquerda. Isso é muito ruim para o futuro do partido que já vem desidratando em Brasília desde a desastrosa gestão de Agnelo Queiroz e o seu bilionário Mané Garrincha, obra alvo de corrupção.

Outros partidos de esquerda, com o o PSDB e o Cidadania, tentar emplacar as candidaturas dos senadores Izalci Lucas e Leila do Vôlei. Sem fermentos, são candidatos de si próprio, o que impede a feitura até de um bolo competitivo para a disputa.

Ex-Rede e atualmente no PV, o distrital menos votado em 2018, Leandro Grass acredita que pode ser uma alternativa. Apena seu guru político acredita nisso e tentar fazer o parlamentar acreditar também. Político novo, está sendo usado pelas velhas raposas políticas da esquerda.

Não é preciso ir muito longe para entender a solada dessas candidaturas. Basta acompanhar as pesquisas política registradas no TSE. Se for levar em conta os levantamentos de consumo interno, a realidade se impõe de forma mais dolorosa as postulações da oposição.

Tem candidatos – e apoiadores – que não conseguiriam sustentar uma fábrica de bolo que acabariam levando a falência. Imagina governar o Distrito Federal. Na economia, se diz que quem não tem competência não se estabelece. É melhor procurar outra praia.

 

 

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