Eleições 2022 | Flávia Arruda é Senado

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Ministra da Secretaria de Governo lidera corrida ao Senado, em empate técnico com Reguffe dentro da margem de erro, aponta pesquisa

Em entrevista ao Portal do Callado, a ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda (PL), confirmou nesta terça-feira (22) que a candidatura ao Senado Federal é praticamente um caminho sem volta. “Todas as conversas com nosso grupo político caminham nessa direção, de uma candidatura ao Senado”, disse Flávia.

Nas eleições de 2018, Flávia Arruda foi a deputada federal mais votada do Distrito Federal. Em 2022, pretende trocar de Casa, e dar sua contribuição ao Senado. A ministra lembra que os senadores têm e continuarão tendo sempre o papel de revisores, o que confere enorme responsabilidade na estabilidade política e no desenvolvimento econômico e social do país.

Sobre o governador Ibaneis Rocha (MDB), candidato à reeleição, Flávia destacou o seu trabalho à frente do GDF e a parceria tendo os interesses da população do Distrito Federal. Ibaneis e Flávia devem compor a chapa nas eleições deste ano. “O governador (Ibaneis) tem trabalhado e entregado obras importantes para Distrito Federal. Sempre tive abertura para receber e colocar em prática projetos importantes como foi o retorno da Cesta Verde, do Mãezinha Brasiliense, construção das UPAs”, afirmou.

O instituto Real Time Big Data avaliou as intenções de voto na corrida ao Senado pelo Distrito Federal. A capital elege um representante para a Casa nas eleições deste ano. Em 2018, foram duas vagas. Reguffe (Podemos) e Flávia Arruda lideram na pesquisa estimulada.

No primeiro cenário, Reguffe foi citado por 21% dos entrevistados, enquanto Flávia Arruda foi mencionada por 19%. Em terceiro, apareceu Paulo Octavio (10%), seguido por Cristovam Buarque (Cidadania), com 8% das intenções de voto.

Em outro cenário, Flávia teve 23%. Cristovam foi mencionado por 15%, seguido de Paulo Octavio (11%) e Rafael Prudente (4%). Brancos e nulos somaram 31%. Os que não souberam ou não responderam foram 16%.

A pesquisa do Instituto Real Time Big Data foi realizada por telefone com 1.500 entrevistados, entre os dias 18 e 19 de março. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número DF-01036/2022.

 

Leia a entrevista

A pré-candidatura da ministra ao Senado Federal é uma decisão já fechada ou ainda existem espaços para articulações na formação de uma chapa majoritária?

Sou uma pessoa do diálogo, da construção de pontes e, portanto, das decisões conjuntas. Todas as conversas com nosso grupo político caminham nessa direção, de uma candidatura ao Senado.

 

Como a senhora vê a importância da renovação do Senado a partir de 2023 e como poderia contribuir ocupando uma cadeira de senadora?

O Senado representa os estados, por isso os grandes e os pequenos têm três senadores cada um. Creio que o maior desafio do Senado nos próximos anos é trabalhar para diminuir as desigualdades regionais e as sociais. Esse é um abismo que o Brasil ainda não conseguiu superar.

E por que o Senado? Vejam um exemplo: São Paulo tem mais de 70 deputados federais e o DF ou Roraima tem apenas 8. Isso faz com que as leis continuem privilegiando os estados mais fortes e mais ricos. Mas no Senado não. SP tem três senadores e o DF e Roraima também têm três.

O Senado tem a missão de enfrentar esse tema das desigualdades, diminuir essa distância entre estados ricos e pobres. Esse é o grande desafio do Brasil, ser menos desigual.

Além disso, o Senado tem e continuará tendo sempre o papel de casa revisora, o que lhe confere enorme responsabilidade na estabilidade política e no desenvolvimento econômico e social do país.

 

Quais as suas principais 3 bandeiras que defenderá no Senado, caso seja eleita?

Considero a reforma tributária um dos pilares da próxima legislatura. O Brasil precisa debater este assunto. Também vejo fundamental o aperfeiçoamento das políticas públicas nas áreas social e da educação pública de qualidade. E uma defesa que sempre faço e é necessária para garantia da nossa democracia é a maior participação da mulher na política e em todos os espaços.

 

Como analisa a candidatura do governador Ibaneis Rocha (MDB) à reeleição e esse projeto tem o apoio incondicional da senhora?

O governador tem trabalhado e entregado obras importantes para Distrito Federal. Sempre tive abertura para receber e colocar em prática projetos importantes como foi o retorno da Cesta Verde, do Mãezinha Brasiliense, construção das UPAs. Ele também retomou obras importantes do governo Arruda como o túnel de Taguatinga, a Saída Norte e o Viaduto do Sudoeste. O objetivo desta parceria sempre foi e continua sendo os interesses da população do Distrito Federal.

 

Quais os palanques que a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição teria no Distrito Federal?

A aliança política nacional certamente vai se repetir em Brasília, mas esse quadro só ficará fechado mesmo nas convenções de julho. A expectativa é que seja uma aliança bem ampla, começando pelo PL e PP já alinhados a nível federal.

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