Afinal, o abismo entre os gigantes das NFTs e os empreendedores de pequeno porte pode ser superado?
O ano de 2022 tem sido atribulado para o setor nacional de artes visuais. Perto do fim do primeiro trimestre, já tivemos comemorações sobre o centenário da Semana de Arte Moderna, movimentações bilionárias de ativos Non-Fungible Tokens (NFTs) e a entrada de milhares de novos compradores na dinâmica mercadológica, a partir da popularização dos e-commerces criados ao longo da pandemia. Toda essa agitação, no entanto, não reflete a realidade dos micro e pequenos empreendedores envolvidos com a venda de arte.
De acordo com pesquisa publicada pelo Sebrae, iniciativas empreendedoras de pequeno porte são responsáveis por cerca de 30% do PIB do Brasil e envolvem 3 a cada 4 brasileiros adultos, movimentando mais de R$790 bilhões de reais por ano. Nesse cenário econômico, cresce o número de propostas que trabalham com base em tecnologia e economia criativa, mas iniciativas mais tradicionais como a produção e a venda de peças de arte, ainda encontram certa resistência.
Essa resistência foi percebida pela ilustradora Kalina Juzwiak quando tentou empreender pela primeira vez. “Eu sempre gostei de trabalhar com arte mas eu abafei isso porque a sociedade acaba te empurrando para o mercado com a ideia que artista morre de fome, pela dificuldade de se destacar nesse setor e entrar no seleto grupo das galerias”. No caso de Kalina, o receio pela falta de espaço no seleto mercado se uniu ao medo do preconceito sofrido por artistas no Brasil. “Dizer que a Arte é sua profissão é uma escolha muito difícil, porque sempre vai ter alguém para te perguntar ‘mas você faz o que para viver?’ Como se o trabalho de um artista fosse um hobbie ou um bico”.
Quem também enfrentou os desafios de entrada no mercado artístico nacional foi o empresário Antonio Viegas Filho. Apaixonado por fotografia, Antonio antecipou uma necessidade presente no mercado de arte, ainda nos anos 1990, quando se surpreendeu com a demora de dias envolvida no processo de emolduramento de peças. Em 1999, o então dentista decidiu empreender nesta área tão pouco explorada e criou a Moldura Minuto, a fim de prestar um serviço de emolduramento rápido e com qualidade premium. Hoje, a empresa se tornou a maior franquia da área de molduraria, gerando um saldo de mais de R$ 40 milhões de reais por ano aos franqueados. “A arte e os artistas merecem um valor que, muitas vezes, o mercado não está preparado para dar, por isso as minhas iniciativas agora estão sempre em fomentar e insistir na divulgação da arte nas suas mais diversas fases”. Após mais de vinte anos de atuação no mercado nacional de arte, Antonio ressalta que todo início é difícil, mas o importante é observar tendências e ausências no espaço em que você pretende se inserir como empreendedor.
Em seu artigo sobre a temática, os pesquisadores Simony Rodrigues Marins e Eduardo Davel concordam com Antonio. Segundo os autores, apesar de valores, consumo e inovação permearem processos artísticos, esses elementos são desvelados nas obras, mais do que nos modelos de negócio que as comercializam. A pesquisa feita por Simony e Eduardo revela que é preciso que não só que os objetos de arte apresentem concepções inovadoras, mas que os artistas busquem meios de atingir a clientela de forma diferenciada, principalmente dentro do universo de possibilidades interno ao ambiente online.
Iniciativas de contribuição com o empreendedorismo artístico
Galeria Minuto – A Galeria Minuto é uma plataforma de e-commerce que recebe, de forma desburocratizada, obras de artistas de todo o Brasil e atribui comissões de acordo com as vendas. Nela, o artista envia, pelo site, sua arte em baixa resolução para a Moldura Minuto, que avalia a obra e, se aprovada, solicita a versão em alta resolução para entrar no acervo da marca. O projeto, lançado no final de 2021, tem a expectativa de reunir mais 20 mil obras na galeria online. “A Galeria Minuto é uma possibilidade para novos talentos se inserirem em uma galeria de arte e artistas experientes otimizarem seus ganhos. Eles cuidam da arte; nós, da venda”, explica Antonio Carlos Viegas. “Com a digitalização, essa atmosfera quase mítica de distanciamento e exclusividade da arte diminui”, salienta Viegas.
Papo de Artista – Baseando suas ações no preceito de que toda arte tem uma história que deve ser contada, e não guardada na gaveta, a Moldura Minuto lançou a série de lives “Papo de Artista”, que vai ao ar mensalmente no instagram da franquia @molduraminutooficial e atinge um público formado por mais de 30 mil amantes de arte. Nas lives, que duram em média 20 minutos, Antonio Viegas conversa com artistas que escolheram a Moldura Minuto como plataforma para divulgação e venda de suas peças. Os bate-papos abordam temáticas importantes como mudança de carreira, empreendedorismo artístico e dicas estéticas para obras comerciais, o que ajuda a divulgar os artistas.
Sobre a Moldura Minuto
Criada em 1999 por Antônio Carlos Viegas, em São Paulo, a Moldura Minuto é a única do segmento a ter uma molduraria de luxo e uma galeria de artes e fotografias, com acervo exclusivo, em um único lugar. Para a marca, toda imagem e objeto têm uma história que deve ser contada, e não guardada na gaveta. Esse serviço inclui uma consultoria exclusiva, auxiliando o cliente a escolher cada detalhe da montagem ou da composição de quadros do ambiente. Atualmente, a companhia possui 60 unidades situadas em 25 cidades brasileiras, estando presente em 16 estados do país; um studio de impressão para atender e garantir a qualidade premium em todos os serviços; e três unidades fora do Brasil, sendo uma no Paraguai, uma no Uruguai e uma na Bolívia. A Moldura Minuto é referência no segmento de decoração com quadros e serviço de emolduramento de alto luxo, contando com profissionais que desenvolvem e antecipam tendências no mercado de decoração com quadros.




