
Qualquer protesto político ou social é um gesto de rebeldia. Mas ao longo da história, sempre houve quem investisse em um esforço que construísse, ao invés de destruir. Defendesse as próprias ideias, sem se render à violência ou mesmo cedesse à tentação de desconstruir quem não pensasse igual. Lutasse pela sua liberdade sem cobrar que os outros se submetessem a ela.
Eles nos lembram todos aqueles que lutaram e morreram no mundo apostando pela paz como a melhor arma. Como Gandhi, na Índia, em favor dos párias; Martin Luther King, nos Estados Unidos, em sua cruzada pela igualdade entre brancos e negros, ou Nelson Mandela na África do Sul, combatendo com o perdão a violência do apartheid.
Como fizeram os jovens universitários pacifistas na China, desafiando sem armas os tanques de guerra contra os quais jogavam flores. Ou os revolucionários do maio francês que proclamavam: “Seja realista, exija o impossível”. O impossível era o protesto sem violência.
Como vencer esse desafio? Persistindo na luta contra a corrupção, a grande inimiga. Apoiando as Instituições encarregadas de investigá-la e processá-la, como a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça. E, sobretudo, procurando, com a conduta diária, ser o exemplo de sociedade com que desejaria conviver.



