Coluna do Fluminense | Vergonha interminável

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense foi ao Beira Rio com Ganso no time e como não sabe marcar, o sistema defensivo ficou mais frágil.

Antes dos 10 minutos o Internacional fez 1×0 numa bola alçada na área que ninguém do meio campo sequer tentou interceptar, encontrando um buraco enorme no meio da defesa e Edenilson não teve qualquer dificuldade de abrir o marcador.

O time continuou jogando errado, com marcação só no campo defensivo e pior, marcando a distância, permitindo que o adversário receba a bola, pense o que fazer e ataque nosso time.

O time não tem esquema planejado para se defender, para atacar, para dar velocidade, para controlar o jogo, enfim entra em campo totalmente descomprometido com o que acontece em campo. Se ganhar, tá bom, se empatar também e se perder, a culpa é dos outros.

É importante destacar que o time entrou com 3 cabeças de área e a criatividade por conta do Ganso, e ainda assim o sistema defensivo ficou cheio de buracos e nenhuma criatividade.

Óbvio que essa besteira não corria o risco de dar certo e no final do primeiro tempo, os cabeças de área resolveram atacar e André deu um lindo passe em profundidade para o Yago empatar o jogo.

Como se vê, para ganhar, basta atacar, só falta o Roger entender isso, mas como o Fluminense hoje é um monstrengo sem cabeça (Não tem presidente, diretor de futebol, coordenador, etc), resta que algum amigo do Roger diga isso pra ele.

Começa o segundo tempo com os 2 times precisando atacar, pois só a vitória interessava.

Aos 7 minutos, após 3 anos no Fluminense, o Ganso conseguiu fazer o que se espera dele: deu um passe em profundidade que levou perigo ao adversário.

Após perder duas boas oportunidades, mesmo com 3 cabeças de área e 4 defensores, o adversário faz 2×1 noutro cruzamento que ninguém marcou o adversário.

Roger esperou 35 minutos do 2º tempo para fazer as substituições e pra variar, mudou errado.

Tirou o melhor em campo (Yago), Luiz Henrique e Martinelli colocando Nenê, Mateus Martins e JK.

Sem que tenha sido pelas substituições, encontramos o empate numa jogada inteligente do Egídio (Como pode?) que deixou Nino na cara do gol para empatar.

Aí Roger foi rápido e tirou Ganso e Abel para colocar Bobadila e Welington (?), isto é, voltou a 3 cabeças de área que nos levava a derrota e pior, um deles, o Welington que não joga nada.

Satisfeitíssimo com o empate, Roger esperava o fim do jogo, mas o adversário, ante mais essa covardia do Roger, atacou mais e aos 48 marcou da mesma forma que tinha marcado os outros dois gols, isto é, com três cabeças de área, o adversário vai a linha de fundo e sem nenhuma resistência (cadê os cabeças de área e o lateral?), cruza e Edenilson faz o terceiro gol.

No lance seguinte, num contra ataque, com a defesa toda esburacada, o velho Paolo Guerrero (ele mesmo, com 484 anos de idade puxou um contra ataque) e fez o 4×2.

Resultado justo, fruto exclusivamente de um treinador que está há quase um ano e não conseguiu dar um padrão de jogo mínimo ao time, que não sabe se defender e muito menos atacar, e que não consegue utilizar os treinamentos(se é que fazem), para corrigir os erros técnicos inimagináveis em jogadores profissionais (passes errados de 2 metros, atacante que não sabe chutar, time que não consegue virar o jogo, etc.).

Mais uma vergonha que os números explicam: estamos a dois pontos do rebaixamento, com 17 pontos em 15 jogos, ao lado do Cuiabá, com aproveitamento de 37%, tendo feito 12 gols (menos de 1 por jogo) e 17 sofridos (Mais de 1 por jogo).

É isso que Mário Bitencourt, Paulo Angione e Roger tem a oferecer ao Fluminense.

Criem vergonha e vão embora, seus incompetentes.

Agora, resta rezar para que quinta-feira feira, no Equador, a camisa do Fluminense, apesar desses caras, jogue e vença o Barcelona de Guaiaquil.

Bora FLUZÃO

Raimundo Ribeiro é apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

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