Desabastecimento e aumento dos preços de materiais de construção afeta diferentes setores econômicos

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Pinheiro Ferragens alerta para a falta de aço no mercado, o que pode encarecer o produto para o consumidor final

Na última segunda-feira (14), a Câmara Brasileira da Indústria e da Construção (CBIC) levou ao governo federal evidências de abuso no aumento dos preços de alguns itens de material de construção, informando que o setor está sofrendo com o desabastecimento de determinados insumos da cadeia produtiva da construção civil, entre os quais o aço.

“O desabastecimento do aço para a construção civil, deu-se pelo fato de que, no início da pandemia, muitas usinas desligaram os seus fornos de produção. Levou em torno de três meses para que eles pudessem ser ligados novamente e, com isso, houve a venda de todos os produtos que estavam nos estoques reguladores. Na volta da atividade, eles produziram apenas 40% da capacidade, pois houve falta de matéria-prima, como a sucata. Isso ocasionou esta bola de neve que estamos vivendo agora”, explica Roil Soares Pinheiro, diretor comercial Pinheiro Ferragens, empresa brasiliense de material de construção.

De acordo com o diretor, ainda estão previstos dias de dificuldade e de falta de produtos pela frente. Entretanto, há esperança de que tudo volte ao normal até dezembro. Ainda assim, o profissional se queixa da ausência de aço – plano e não plano – dentro do mercado e destaca as consequências deste problema: “considerando o aumento do aço previsto em 15,5%, estima-se um acréscimo total, desde o início da pandemia até o presente momento, de 50% no valor do produto”, esclarece.

Além disso, não se pode negar também que a atual conjuntura do mercado da construção civil, com o aumento desenfreado dos preços e o desabastecimento do setor, pode trazer problemas a longo prazo, como o desemprego e a dificuldade de viabilizar obras públicas e privadas.

Na avaliação de José Carlos Martins, presidente da CBIC, é possível que este aumento esteja atrelado à falta de oferta de produtos em quantidade suficiente para atender o mercado. “Com a insegurança inicial gerada pela pandemia, em março, foi gerado um falso desabastecimento, que foi sendo aproveitado pelos fornecedores para recuperar preços. Se não houver choque de oferta urgente, a memória inflacionária irá criar um caminho sem volta para a nossa economia”, declarou, no site oficial da instituição.

O setor imobiliário pode, igualmente, sofrer com a alta destes materiais de construção. É possível que, de acordo com especialistas do setor imobiliário, haja elevação em até 5% no preço dos imóveis, entre setembro e outubro deste ano.

Na perspectiva de Eduardo Aroeira Almeida, presidente da Associação de Empresas de Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi), isso ocorrerá devido ao planejamento das construtoras, visto que um empreendimento planeja uma margem de rentabilidade mínima.

“Quando os custos sobem, essa rentabilidade vai ter de aumentar na mesma proporção para que o empreendimento permaneça viável”, conta na matéria publicada pelo Metrópoles.

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados.

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