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Mike ou Stive: escolha o nome do novo cão da Polícia Militar

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Os cães da corporação recebem treinamento diário, com horário certo para alimentação e descanso | Fotos; PMDF/Divulgação

Batalhão de Policiamento de Cães conta com a sua ajuda para dar nome a filhote da raça pastor belga de malinois

Por Ian Ferraz

O Batalhão de Policiamento com Cães da Polícia Militar do Distrito Federal (BPCães) recebeu uma família nova e precisa da sua ajuda. Com a chegada de cinco filhotes da raça pastor belga de malinois, a corporação decidiu abrir ao público a escolha do nome de um dos caninos. Ele tem 45 dias de vida e será “batizado” após o crivo popular.

A votação foi aberta nesta quarta-feira (22) na conta do Instagram da PMDF: @pmdfoficial. Os seguidores podem escolher entre os nomes Mike ou Stive, pré-selecionados pelos profissionais da corporação. Os filhotes foram doados pelo sargento Bernardo e são da mesma ninhada, sendo três machos e duas fêmeas. Eles vão compor a matilha que integra os trabalhos do BPCães.

Condicionamento

Na avaliação do capitão do BPCães Eduardo Almeida, a escolha do nome é essencial para o trabalho desenvolvido dentro da PMDF. “Desde o primeiro momento em que começamos um trabalho, precisamos dar um nome porque o cão é chamado assim”, explica. “Ele atende pelo nome por ser condicionado a isso desde pequeno. É crucial no trabalho e nos treinamentos”.

A PMDF possui 56 cães. Há exemplares das raças pastor belga malinois, pastor holandês, pastor alemão, labrador e rottweiler.  Conforme a convenção, cada um deles é acompanhado e treinado por um policial distinto.

A parceria entre policiais e cães resulta em significativas apreensões de drogas, armas e explosivos. Ações de choque, intervenções táticas e patrulhamento das ruas são outras ações realizadas pela unidade, subordinada ao Comando de Missões Especiais (CME).

Mike ou Stive? Participe da votação e escolha o nome do novo bravo combatente do BPCães | Foto: Divulgação/PMDF

Evolução

Antes de participarem das missões com os policiais responsáveis, os cães passam por um longo treinamento. O trabalho é iniciado logo no quinto dia de vida, com treinos bem curtos, mas suficientes para checar as aptidões do animal.

Inicialmente, são levados a ambientes diferentes, como salas fechadas, manilhas de esgoto e locais cheios, entre outros, para flexibilização e ambientação. “O objetivo é tirar o medo deles”, explica o capitão Eduardo.

Até o quarto mês, o cão se limita a brincar. O treinamento considerado oficial começa quando o animal completa seis meses. Nessa fase, ele aprende a perder o medo e a manter a calma em situações caóticas. Passa também a ter contato com odores de substâncias e entorpecentes diversos e até de armas de fogo, munição e explosivos, a fim de apurar o faro em operações especiais que envolvam apreensão.

A fase final do treinamento, chamada de associação, é quando os cães estão aptos a identificar os odores e reconhecer as situações a que são submetidos.

Rotina

Para aprimorar as habilidades, os animais têm uma rotina regrada. São de três quatro horas de treinos pela manhã e mais três a quatro entre a tarde e a noite. A alimentação é balanceada e controlada por veterinários, que monitoram se as refeições estão sendo consumidas por completo ou não.  Quando não se encontram em serviço, os animais ficam em baias de 6 a 7 metros quadrados. Eles possuem dormitório e solário para aproveitar o tempo livre.

Assim como os caninos, os policiais também passam por um treinamento específico focado na relação com o cão. O militar precisa se adaptar ao cachorro, o que é fundamental para estabelecer a interação necessária com vistas ao bom resultado do serviço. “É uma verdadeira parceria, amizade mesmo”, reforça o capitão Eduardo.

A PMDF conta com dois veterinários e três auxiliares para cuidar dos animais. Os cães fazem exames periódicos para monitorar a saúde, mas o zelo vai além do tratamento no batalhão. As viaturas possuem um espaço especial para acomodá-los. Além disso, os veículos são conduzidos com cuidado extremo para não machucar os animais.

Por conta de todo esse preparo, encarar um cão policial não é fácil. A mordida supera facilmente os 500 quilos de pressão. A imponência é importante para conter distúrbios civis, mas ainda assim os cães são animais dóceis, embora preparados para o trabalho duro.

O merecido descanso chega por volta dos oito anos de serviço. Devido à rotina, nessa idade, o cão começa a demonstrar sinais de cansaço. Quando isso ocorre, o animal aposenta e vai para a adoção. O primeiro da fila é o policial que trabalhava com ele e estabeleceu uma relação de amizade e carinho. Se ele não puder, outro militar pode ficar com a disputada guarda.

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