
Com muita irreverência e improviso, músicos agitam cenário cultural de Ceilândia. A entrada é gratuita
Os moradores de Ceilândia poderão assistir, gratuitamente, neste domingo (6/10), às 19h, a uma apresentação banda brasiliense Liga Tripa, uma das mais tradicionais e antigas do Distrito Federal. O evento será no SESC Ceilândia (QNN 27 – lote B – Área Especial). No show, intitulado Liga Tripa 35 anos, serão apresentadas músicas autorais, de alguns integrantes do grupo e outros parceiros que participaram ativamente da vida cultural de Brasília desde a década de 70.
O Liga Tripa foi criado em uma época em que a capital do país era vista como uma cidade sem referenciais culturais próprias e hoje é considerado como fio condutor de toda uma geração de artistas locais e nacionais. No cenário árido dos tempos de ditadura, o Liga Tripa inventou seu próprio espaço ao começar a tocar e cantar nas ruas. “A gente ocupou um espaço que psicologicamente não pertencia à população”, conta Aldo Justo, um dos integrantes. Já no início dos anos 80 o grupo era apontado, pela imprensa local, como “a cara de Brasília” e “o mais brasiliense dos grupos musicais”.
Nesse projeto Liga Tripa 35 anos, a banda já fez outras quatro apresentações este ano: duas em Mato Grosso (Cuiabá e Chapada dos Guimarães) nos dias 27 e 29 de junho e duas em Goiás (Pirenópolis e Goiânia) nos dias 20 e 21 de julho. Depois do SESC Ceilândia, o grupo se apresentará no Clube do Choro no dia 6 de novembro.
As apresentações do Liga Tripa sempre surpreendem pela ousadia e improviso. O grupo seduz o público e cria com ele uma imediata identificação. Seus temas são visões poéticas da paisagem do cerrado, da arquitetura brasiliense e do modo de viver numa cidade incomum. A criatividade dos integrantes também traz ao espectador a sensação de assistir a algo diferente no panorama da MPB, com canções de altíssima qualidade, letras com uma poesia forte e incomum e as fusões rítmicas que caracterizam todo o seu trabalho musical: sambas sem sotaque carioca nem baiano, baiões e frevos com sabor candango, marcantes influências do jazz e da música experimental.
Um dos aspectos desse experimentalismo tornou-se marca registrada do Liga Tripa: o contrabaixo de origem africana construído artesanalmente, com uma corda só, que funciona como baixo ou como percussão. Essa originalidade sonora se completa com a mistura de violões, cavaquinho, flauta, percussão e vozes em coro.
Em 2015, o grupo lançou um disco com a retrospectiva de sua obra. O repertório está em um livreto/CD: Liga Tripa 35 anos, com fotos de eventos, shows e pessoas que integram o universo do grupo, contando histórias e momentos vividos em várias décadas de muita arte e música na rua e em palcos alternativos.
As apresentações contam com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal. Haverá espaço reservado nos shows para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, com sinalização adequada e com um guia par recebê-las e orientá-las.
SERVIÇO:
Show Liga Tripa 35 anos
Data: 6/10/2019 (Domingo)
Horário: 19h
Local: Teatro Newton Rossi (SESC CEILÂNDIA)
Endereço: QNN 27 – Lote B, Área Especial, Ceilândia Norte
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
OBS: Haverá recepcionista e espaço reservado para cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção.
INTEGRANTES:
- Aldo Justo (fundador do grupo) – voz e violão;
- Carrapa do Cavaquinho – voz e cavaquinho;
- Fino – percussão e efeitos;
- Jonatas Caloro – voz e contrabaixo monocórdio acústico e violão;
- Sérgio Duboc – voz e violão
- Toninho Alves – voz e flauta transversal;
- André Arraes – percussão e contrabaixo monocórdio acústico
REPERTÓRIO DO SHOW:
- Juriti – Aldo Justo e Paulo Tovar
- Travessia do Eixão – Nonato Veras e Nicolas Behr
- Desperte a sua Loucura – Nonato Veras
- Labareda – Nonato Veras
- Eguinha – Guilherme Reis, Renato Matos, Luciano Porto, Maurício Araújo e Aloísio Batata.
- Ninando o Cavaquinho – Carrapa do Cavaquinho e Ita Catta Preta
- Cores – Aldo Justo e Carlos (Ceará) Batalha.
- Propriedade Particular – Aldo Justo
- Quase Vintes Dentes – Aldo Justo
- Edifício Ninguém Mora Lá – Sérgio Duboc e Vicente Sá
- Fruta do Mal – Aldo Justo, Nonato Veras e Paulo Tovar
- Samba da Rua 8 – Sérgio Duboc, Flávio Faria e Vicente Sá
- Por Prazer – Toninho Alves
- Cheiro da Vida – Aldo Justo e Mardônio Sarmento
- Horário de Verão – Caloro, Aldo Justo, Sérgio Duboc, Paulo Tovar e Toninho.
Mais informações:
Luciano Lima entrevista Sérgio Duboc e Aldo Justo, do Liga Tripa, em 2013, sobre um dos trabalhos do Liga: CD – É se há! Um pouco da história do grupo.
Gravação para a TV, realizada no Teatro dos Bancários;
“Ligada” no Açougue Cultural T-BONE, projeto Bienal do B de poesia de Brasília;
- https://www.youtube.com/watch?v=Ay1XQSropKs
Liga Tripa CD – é se há - https://www.youtube.com/watch?v=Wu9kFQo5-Zs&list=PL7E7C85EC49E456EC
Refrão – Liga Tripa (1/3) – YouTube - https://www.youtube.com/watch?v=7w6kuV6va-U
Liga Tripa na Festa 60 anos da Vila Planalto
O grupo em uma “ligada” após o show, na praça da vila Planalto, em 2017.
Homenagem a Paulo Tovar, grande músico da nossa cidade. Gravado pela TV UnB, em 2010, música: EDIFÍCIO NINGUÉM MORA LÁ – de Sérgio Duboc e Vicente Sá;
TV Brasília – aniversário do Beirute, Bar tradicional de Brasília; a famosa “ligada” do grupo, que canta no meio das pessoas, envolvendo todos os presentes numa energia contagiante.
Show no Feitiço Mineiro; bar tradicional de Brasília; música Labareda.



