Menino passou por cirurgia de correção de extrofia de bexiga e segue em acompanhamento na enfermaria
“A evolução dele está sendo excelente, não houve nenhuma complicação com relação à cirurgia que foi realizada. Nossa expectativa é de que tudo continue correndo muito bem”, afirma Hélio Buson, cirurgião pediátrico especializado em urologia pediátrica, responsável pelo procedimento.
Segundo o médico, duas das quatro sondas com as quais o paciente saiu da cirurgia já foram retiradas, ficando apenas outras duas que se conectam à bexiga. “Ele nunca teve a bexiga fechada, então ela precisa ser treinada para fazer o trabalho de distender e esvaziar; isto está dentro do esperado”, explica Buson.
Os pais do menino, Vera Lúcia Marinho e Evandro Lima, se sentiram mais tranquilos com a alta da UTI. “Agora ele está bem, já passou o susto”, disse Vera Lúcia, que só descobriu que o filho precisaria de cirurgia quando ele nasceu. “Deus pôs um anjo na vida da gente: ele nasceu no Hospital de Taguatinga (HRT), foi para o Hospital de Base e o doutor Hélio pegou o caso, foi estudando o que seria melhor. Quando veio essa inovação, ele foi um dos primeiros a serem operados”, conta a mãe.
A cirurgia do garoto durou 13 horas e contou com cerca de 40 profissionais. Evandro conta que a espera durante o procedimento foi difícil, mas que a família se manteve informada. “Parecia que não ia acabar, mas os médicos sempre vinham falar com a gente e contar o que estava acontecendo. Como tudo correu de acordo com o que eles já esperavam, foi bom”, diz o pai.
Nas próximas semanas, Miguel continuará em um leito de internação do HCB. “O resultado funcional, que é saber como a bexiga vai funcionar, só vai vir mais para frente, mas essa fase mais precoce da cirurgia é muito importante, por causa da possibilidade de complicações relativas à cirurgia em si”, explica Hélio Buson.
Quando receber alta do Hospital, porém, a família já tem planos para se divertir com o menino: “A gente tinha muita vontade de levar ele na piscina; o médico nunca disse que não podia, mas como a bexiga dele era exposta, eu tinha receio. Agora, vamos poder fazer isso”, conta Vera Lúcia.
*Com informações da Secretaria de Saúde





