
O câncer de pele é um tumor de pele maligno, provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. “A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento. A melhor forma de reduzir o risco de desenvolver a doença, é reduzir a exposição solar e fazer uso de protetor solar diariamente. Dessa forma, o sol não vira um vilão, e sim um grande aliado, explica a médica oncologista Ludmila Thommen, médica oncologista em hospitais da rede pública e particular. < br /> O profissional de saúde Erasmo Tokarski, que atua na área da Dermatologia, Estética e Cirúrgica há mais de 30 anos, explica que o efeito do Sol é cumulativo, por isso é de extrema importância respeitar os horários mais favoráveis para se expor ao sol. “Antes das 10h e após às 15h, e também usar protetor solar adequadamente, diz o especialista”.
Tipos de câncer de pele
Segundo explica a oncologista, Ludmila, existem três tipos de cânceres de pele: o carcinoma basocelular, mais frequente e com alto percentual de cura; o carcinoma espinocelular, de incidência média; e o melanoma, o tipo mais grave e mais raro. “Em qualquer um dos casos, a doença é curável se detectada em estágio inicial”, esclarece a especialista.
Diagnóstico
A doença pode ter o aspecto de uma pinta, uma pequena alergia ou outras alterações que, a princípio, pode parecer algo sem muita importância. Mas é fundamental ter o conhecimento da própria pele e saber em quais áreas existem esses sinais. Apenas o exame clínico ou a biópsia podem diagnosticar o câncer de pele. “Utilizamos um dermatoscópio, que é uma lente de aumento especial com fonte de luz própria para observar a lesão, e, se houver indicação realizamos a biópsia da pele”, explica o dermatologista.
Para ele, o importante é estar sempre atento a lesões na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; pinta preta ou castanha que muda de cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce; e manchas ou feridas que não cicatrizam, continuam a crescer e causam coceira, crostas, erosões ou sangramentos.
Tratamento de câncer de pele tipo melanoma
De acordo com a oncologista Ludmila Thommen, a cirurgia é o mais indicado nos tumores iniciais, e dependendo do estadiamento do paciente é possível indicar radioterapia, imunoterapia ou terapia alvo.
É importante lembrar que o melanoma é o tipo de câncer de pele mais grave e, por isso, nem sempre é possível atingir a cura, especialmente quando o tumor é identificado numa fase muito avançada. Ainda assim, estes tratamentos ajudam a reduzir os sintomas e a aumentar a expectativa de vida dos pacientes, como explica a Oncologista.
“A Quimioterapia padrão tem eficácia limitada no tratamento do melanoma, com taxas de resposta baixas. Tivemos grandes avanços no tratamento do melanoma com muitas medicações de precisão chegando ao mercado e consequentemente melhorando os resultados”, conta.
Tratamento de câncer de pele não melanoma
O dermatologista Erasmo Tokarski explica que este tipo de tratamento é utilizado para o câncer de pele basocelular e espinocelular e é feito, na maior parte das vezes, apenas com o uso de cirurgia. Dependendo do estado de cada paciente, o médico pode recomendar algumas destas cirurgias:
- Cirurgia micrográfica de Mohs: é utilizado especialmente para câncer de pele no rosto, pois é feita para retirar finas camadas de pele até retirar todas as células cancerígenas. Desta forma é possível evitar retirar muito tecido saudável e deixar cicatrizes muito profundas;
- Cirurgia para remoção simples: é o tipo de cirurgia mais utilizada, na qual se retira toda a lesão causada pelo câncer e algum do tecido saudável em volta;
- Eletro-curetagem: o tumor é retirado e depois é aplicado uma pequena corrente elétrica para parar o sangramento e eliminar algumas células cancerígenas que possam ter ficado na pele;
- Criocirurgia: é usado em casos de carcinoma in situ, no qual a lesão se encontra bem delimitada, sendo possível congelá-la até eliminar todas as células malignas.
Prevenção
Além do uso do filtro solar, existem outras formas de proteger a pele contra os raios UVA e UVB do sol. A proteção solar deve ser feita tanto em momentos de lazer quanto de trabalho sob o sol. Para quem realiza as atividades ao ar livre, o uso de equipamentos de proteção individuais (EPI), chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares são itens obrigatórios diários para evitar que a exposição prolongada traga problemas de saúde.



