Pesquisa publicada pelo Correio Braziliense mostra o candidato emedebista com 75,3% dos votos válidos, segundo levantamento do Instituto Opinião Política. Rollemberg fica com 24,7%
Por Ana Maria Campos
Se a eleição fosse nesta terça-feira (16/10), Ibaneis Rocha (MDB) venceria com folga a disputa ao Palácio do Buriti. É o que indica pesquisa do Instituto Opinião Política, encomendada pelo Correio Braziliense, que avalia o cenário para o segundo turno da corrida ao Governo do Distrito Federal. O emedebista, que saiu na frente em 7 de outubro, aparece com 75,3% dos votos válidos. Candidato à reeleição, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem 24,7%. Esses índices são calculados excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos.
Significa dizer que a cada quatro votos a candidatos na capital do país, três serão destinados ao ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no DF. Concluída uma semana depois da votação do primeiro turno, a sondagem mostrou que apenas 2,8% dos eleitores, a essa altura, ainda não tomaram partido na disputa. Esse percentual aparece na consulta estimulada, em que Ibaneis tem 67,4% e Rollemberg, 22,1%. Os votos brancos, nulos ou de nenhum candidato somam 7,7%.
Primeiro turno
Ibaneis Rocha começou a campanha com apenas 2% das intenções de votos e venceu o primeiro turno, com 41,97% dos votos válidos. Rollemberg, por sua vez, obteve 13,94%. Os dois deixaram para trás os adversários Rogério Rosso (PSD), com 11,24%; General Paulo Chagas (PRP), com 6,99%; Eliana Pedrosa (Pros), com 6,99%; Alberto Fraga (DEM), com 5,88%; Fátima Sousa (PSol), com 4,35%; Alexandre Guerra (Novo), com 4,19%; Júlio Miragaya (PT), com 4,01%; e Guillen (PSTU), com 0,08%.

Esta é a primeira rodada de pesquisa no segundo turno. O levantamento mostrou também o que se sente claramente nas ruas: a atenção para o pleito. A sondagem mostrou que hoje, 53,9% dos eleitores estão muito interessados nas eleições. Entre 10 e 13 de agosto, no início da campanha, quando o instituto Opinião Política promoveu a primeira pesquisa encomendada pelo Correio, o percentual de cidadãos que se diziam muito interessados era de 27,1%, ou seja, metade do registrado agora. Apenas 11,7% afirmaram que não estão nem aí para a disputa. Esse percentual chegava a 32,3%, na primeira pesquisa, o correspondente a quase um terço da população.





