Acordo feito por líderes de bancadas e partidos com representação na Câmara Legislativa previa a apreciação de vetos do governador Rodrigo Rollemberg nesta terça-feira (27). Entre eles, a votação do veto total ao projeto de lei nº 951/2016, do deputado Chico Vigilante (PT), estabelecendo procedimentos para a participação popular na escolha de administradores regionais – matéria de projeto enviado pelo governo neste mês.
Disputas entre favoráveis ao texto de Vigilante e ao cumprimento do acordo costurado no Colégio de Líderes e aqueles da base governista, que defendiam a priorização na tarde desta terça projetos do Executivo abrindo créditos suplementares ao Orçamento, acabaram inviabilizando a votação de qualquer proposição.
As disputas geraram desgastes para ambos os lados. Contrariados, alguns distritais que contavam com a aprovação dos créditos ainda nesta terça – bem como de emendas ao texto original – chegaram a declarar não mais apoiar o projeto do colega sobre a eleição de administradores regionais.
O deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), por exemplo, argumentou ter pedido a compreensão de Vigilante para inverter a pauta e votar hoje recursos para um encontro sobre epilepsia no DF e que, não podendo contar com esse apoio, agora irá votar pela manutenção do veto ao PL nº 951/2016, apesar de considerá-lo melhor do que o texto enviado pelo Buriti.
“Meu projeto foi votado e aprovado em dois turnos por unanimidade. O Legislativo tem de ser respeitado: tínhamos um acordo e, aos 45 do segundo tempo, o governo quer fazer gol de mão”, reclamou Vigilante, defendendo a derrubada do veto ao PL.
Já o líder do governo na Casa, deputado Agaciel Maia (PR), afirmou não ter como, pessoalmente, votar contra o Buriti, mas disse acreditar que Vigilante poderá conseguir os 13 votos necessários numa sessão com mais parlamentares presentes.




