PMDB anuncia que terá candidato ao Buriti, mas não fala em nomes

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Tadeu Filippelli
Tadeu Filippelli

 

Presidente da legenda no DF para mais quatro anos, porém licenciado de suas funções, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli não se colocou como o nome para disputar o Buriti

Do Blog do Sandro Gianelli – A eleição para a composição da nova Executiva Regional do PMDB-DF, realizada neste domingo (25), teve mais do que o anúncio dos eleitos. Serviu para o partido declarar oficialmente que terá candidato ao governo do Distrito Federal em 2018. Reeleito presidente da legenda no DF para mais quatro anos, porém licenciado de suas funções, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli não se colocou como o nome para disputar o Buriti.

Mas, desde sua chegada, já após a contagem dos votos, Filippelli foi aclamado por correligionários mais antigos como o candidato do partido ao governo local. O presidente licenciado deixou claro que a candidatura é um projeto de partido e preferiu não anunciar um nome ou seu próprio nome.

Filippelli pediu ainda que os militantes comecem a se integrar nas diferentes áreas da sociedade e descartou a possibilidade de que, ao perder a disputa ao Buriti na eleição passada, o PMDB tenha saído derrotado das urnas.

“Vamos turbinar o PMDB nesse tempo. Vamos nos colocar a frente como cabeça na próxima eleição e não como vice em uma chapa para o governo do Distrito Federal. Não há motivos que nos constranja. Na última eleição o PMDB não saiu derrotado e sim sua chapa. Tanto que fizemos o maior número de votos para a Câmara Legislativa, elegendo três deputados, além de um federal”, declarou Filippelli.

Ataque – Em seu discurso, Tadeu Filippelli atacou o atual governo pela primeira vez publicamente e rejeitou qualquer aproximação com a gestão Rollemberg. “Não são cargos que vão fazer com que abraçássemos um governo que está fazendo Brasília sofrer”, criticou o ex-vice-governador.

Questionado sobre a aproximação de parlamentares do partido com o governo do PSB, Filippelli comentou: “O problema hoje é saber quem quer ser da base. Ninguém quer estar perto de um governo tão ruim. Esse desgaste vivido pelo governo deveria ser o acumulo de muito tempo, mas ele conseguiu fazer isso em poucos meses e ainda faltam mais de três anos para acabar”.

Ele também lembrou que, em seu discurso de campanha para governador, Rollemberg dizia que o problema da Saúde do DF era de gestão e destacou que o atual governador tem fechado unidades de saúde. Também criticou o aumento do preço da refeição no restaurante popular.

As críticas ao atual governo GDF também foram repetidas pelo deputado federal Roney Nemer (PMDB). Ele lembrou que na semana passada a bancada do Distrito Federal, na Câmara dos Deputados, se reuniu para discutir emendas para ajudar o governo local, mas que o governador Rollemberg, mesmo diante da importância do assunto não compareceu ao encontro, mas apenas enviou representante para participar dos debates e negociações sobre o destino dos recursos, após aprovação na instância federal. “O PMDB não é de atrapalhar, mas não apoiaremos um governo que não sabe governar”, lamentou Nemer.

Temer – A convenção regional do partido também trouxe críticas ao presidente nacional da legenda e vice-presidente da República Michel Temer. O deputado federal Roney Nemer foi o porta-voz das críticas, que encontraram respaldo nos peemedebistas que estavam no encontro.

De acordo com o federal, o PMDB do DF sempre apoiou a ala paulista do partido, reduto de Temer, mas que nunca encontrou reciprocidade para os membros brasilienses. “Se não houver respeito por nossa participação, o espaço devido a nós, apoiaremos outro estado”, avisou Roney Nemer, lembrando que o partido tem crescido muito no Rio de Janeiro. Nemer disse ainda que esta semana terá uma reunião com vice-presidente.

Ausência – Além do deputado federal Roney Nemer, os distritais Wellington Luiz e Rafael Prudente também participaram da convenção do PMDB. A principal ausência ocorreu por parte do também distrital Robério Negreiros, que não foi ao encontro. Segundo peemedebistas, a ausência do parlamentar, assim como de outros puxadores de votos, foi uma forma de protesto por decisões internas a que eles, segundo a fonte, não teriam sido consultados.

Sobre os problemas internos, como o que levou ao rompimento entre Robério e Wellington no Plenário da Câmara Legislativa, Tadeu Filippelli foi sucinto: “Isso é uma briga paroquial, interna. Por isso, vamos resolver internamente”.

Fonte: Fato Online

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