Parque diz que incêndio na Chapada dos Veadeiros está controlado

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Com uma forte chuva no fim da tarde de ontem (28), o incêndio que tomou o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, desde o último dia 17, foi controlado. A informação é do chefe do parque, Fernando Tatagiba.

“Choveu praticamente na área toda do parque. Na área que estava queimando, todo o incêndio está controlado. A perspectiva é de caminhar para a extinção [do fogo], mas vamos manter o estado de prontidão”, disse Tatagiba.

O aguaceiro, embora atrasado em um dia na previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foi suficiente para o início da desmontagem do esquema de combate da equipe, composta por brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), bombeiros do Distrito Federal e de Goiás e voluntários de estados como Tocantins e Minas Gerais.

Ao longo de dez dias, o grupo conseguiu controlar o incêndio na parte sul do parque e passou a aglutinar esforços no norte, na região dos Saltos até o Catingueiro, próximo ao município de Cavalcante. Ao sul, estão localizados o Rio das Cobras, o Vale do Rio São Miguel, Pouso Alto e Cara Preta.

Plano de desmobilização

“A gente começa a planejar a desmobilização, que é gradual e lenta. A gente não desmobiliza tudo de uma vez só. Dos cinco aviões-tanques, devemos inicialmente tirar três”, disse Tatagiba.

Ele informou que a equipe sobrevoou o parque na manhã de hoje (29), mas não pôde avaliar com precisão a proporção da área atingida, devido às nuvens que se formaram.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora as queimadas por satélite, há, atualmente, 57 focos de risco de fogo, dos quais 43 são considerados de grau médio.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e o de Goiás, Marconi Perillo, vistoriaram áreas atingidas neste sábado (28). O fogo surgiu em 10 de outubro e recomeçou em 17 de outubro.

Rollemberg destacou a importância do trabalho de preservação e recuperação do Cerrado. “O bioma integra 70% das áreas que abastecem as Bacias do Paraná, do Tocantins e do São Francisco, além de ser é uma das maiores biodiversidades do planeta”, disse.

Perillo acrescentou que toda ajuda é crucial, já que a área do incêndio é de difícil acesso devido a distância e variação do relevo, com vários morros. “O que se pode fazer em 15 minutos de helicóptero,leva-se 4 horas de carro”, comentou.

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