- Este Ex-Blog, dias atrás, divulgava a informação vazada do entorno do Instituto Lula que o mais conveniente para Lula seria Dilma pedir licença por doença. Temer assumiria a presidência e, em seguida, Lula e o PT partiriam para a oposição. Dilma não perderia seus direitos. E haveria tempo suficiente para organizar a campanha de Lula em 2018 como defensor dos pobres contra as medidas neoliberais que estariam sendo introduzidas.
- Mas Dilma e seu entorno não teriam aderido a ideia, mesmo que para ser aplicada em médio prazo. Dilma se abraçou com seu mandato e se tornou agressiva, cada vez mais, dia a dia.
- A experiência política ensina que nunca se deve nomear um ministro que não se pode demitir. É o caso de Joaquim Levy. Não que Dilma enfrente qualquer resistência política relevante para tomar essa decisão.
- O problema é que a demissão, renúncia, ou mesmo a saída de Joaquim Levy por qualquer motivo que seja, como se especulou no final da semana passada, produziria um total descontrole da economia por refluxo dos atores econômicos: as medidas de ajuste fiscal não teriam mais como serem aprovadas, explodiria o dólar, cresceria a inflação, aumentaria o déficit público, os juros teriam que acompanhar, Brasil perderia o grau de investimentos pelas agências que faltam, aumentaria a relação Dívida/PIB, a recessão se tornaria mais rígida ainda, etc.
- Todos os dias, Lula e seu entorno na CUT e no PT repetem em coro que a política fiscal é antipovo e que Levy é o responsável e que deve sair urgente, etc.
- Ora, se a saída de Levy desintegra de vez a economia e o governo Dilma, todos os que trabalham para a derrubada de Levy, o que de fato querem é derrubar Dilma.
- E quem é o maestro da banda do fora Levy? Lula, que não pode ser acusado de ingênuo. Ou seja, toda essa coreografia de Lula a favor de Dilma é evidente construção de álibi para não ser cobrado como traidor depois. Lula trabalha todos os dias para derrubar Levy, ou seja, derrubar DILMA.
- Elementar, meu caro Watson, diria Sherlock Holmes.
Por Cesar Maia





