“Tiraram verbas de recuperação de rodovias, anel viário e corredor rodoviário para a reforma do estádio. Apontamos, desde 2014, o equívoco dessa política e dessa irresponsável destinação”, explica Costa Couto
Por Milena Lopes, do Alto Da Torre – Três anos atrás, ainda na gestão de Ibaneis Rocha, a seccional do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) questionou, na Justiça, a transferência de R$ 55 milhões, que seriam inicialmente investidos em mobilidade urbana, para reforma e ampliação do Estádio Nacional Mané Garrincha.
Os recursos seriam empreendidos na recuperação de rodovias, construção do anel viário do DF, implementação de ciclovias e do Corredor de Transporte Coletivo do Eixo Sudoeste-Distrito Federal, sendo realocada sem qualquer justificativa, conforme a Ordem argumentou. A ação, protocolada na Quarta Vara de Fazenda Pública, foi indeferida.
Na época, conforme o atual presidente Juliano Costa Couto, o Judiciário só julgou improcedente a ação pelo fato de entender que a Justiça não poderia entrar no “mérito” da decisão administrativa. “Tiraram verbas de recuperação de rodovias, anel viário e corredor rodoviário para a reforma do estádio. Apontamos, desde 2014, o equívoco dessa política e dessa irresponsável destinação”, explica Costa Couto.
Ele argumenta que, desde então, são as áreas de saúde e educação que “careciam sim” de tais verbas. “Era uma inversão de prioridades”, aponta, ao lembrar que desde sempre “a Ordem está atenta aos anseios da população e cuidando dos interesses da sociedade”. (Com informações do Jornal de Brasília)



