Em resposta a judicialização das greves, Sinpro rebate: Ilegal é a ação do GDF

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Servidores se reuniram na manhã desta quinta em frente ao Buriti e decretaram greve. Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal publicou em seu portal texto contestando a posição do governo do Distrito Federal em contestar na Justiça as greves do servidor público distrital. Para o Sinpro, trata-se de uma medida desesperada que visa a inibir os servidores. Veja a nota abaixo

“O governo Rodrigo Rollemberg apelou para a judicialização dos movimentos que as categorias do funcionalismo público estão realizando contra o calote dado pelo próprio GDF. Uma medida desesperada que visa a inibir os servidores.

Na verdade, a ação do governo se traduz numa inversão total de valores. O governo Rollemberg dá o calote nas categorias, descumpre leis aprovadas – portanto age na ilegalidade -, mas parte para a Justiça buscando a “ilegalidade” do movimento, ou seja, culpa os servidores pela situação a que chegamos.

Em uma ação bastante rápida, curiosa até, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou ilegal a greve dos agentes socioeducativos.

Em nota, o SINDSSE/DF – sindicato que representa os servidores da carreira socioeducativa – explica que não foi notificado de tal decisão. E indaga: “Como a justiça é tão hábil para declarar ilegal um movimento legítimo de uma categoria e não se posiciona quanto às ilegalidades cometidas pelo GDF?”

O sindicato esclarece ainda que a greve dos servidores do SSE do DF não acabou e, caso haja notificação, convocaremos uma assembleia para que a categoria defina se haverá ou não continuidade do movimento paredista.

A mesma situação está passando os profissionais da Saúde representados pelo SindSaúde. Nota divulgada pelo sindicato enfatiza que “por meio de reportagem de jornal local tomamos conhecimento de suposta decisão judicial declarando a ilegalidade do movimento paredista deflagrado essa semana. O SindSaúde/DF esclarece que ainda não foi intimado da ordem e, acaso confirmada, no exercício do seu pleno direito, irá apresentar recurso para garantir o direito dos servidores em face a gritante arbitrariedade imposta pelo GDF. É imprescindível que haja uma sensibilidade dos magistrados para a peculiaridade da situação atual dos servidores, especialmente considerando o descumprimento injustificado de lei aprovada regularmente pelo Poder Legislativo local. Justiça!”

Ambos os sindicatos realizam assembleias nesta terça-feira (13) para determinar os rumos do movimento, inclusive porque o governo anunciou o corte de ponto dos “grevistas”.

Nota do GDF

O governo Rollemberg publicou, no final de semana, nota nos principais veículos de comunicação do DF, na qual se exime de qualquer responsabilidade.

Faz o velho discurso da falta de verbas e tem a cara de pau de dizer que “o bom senso é um dever” do servidor – e, por extensão, não deve fazer greve.

Por falar em “bom senso”, isso faltou – e muito – à nota do GDF quando diz que, além de não promover os reajustes previstos em lei, “não pode também se comprometer com um prazo para fazer o reajuste”.

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