Eduardo Machado, o presidente deposto do PHS

O político goiano Eduardo Machado, afastado da Presidência Nacional do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), está fazendo de tudo para retomar ao poder, porém ele responde a mais de seis processos que envolvem corrupção, desvio de verba, enriquecimento ilícito e entre outros.

Eduardo, que assumiu o cargo de presidente do PHS para atuar de forma integral, sem poder ser nomeado em outro cargo público, durante a presidência acumulou a função de secretário de primeiro escalão do Governo de Goiás. Ele recebia dois salários, o que o Estatuto do PHS não permite. O que caracteriza “apropriação indébita de verba pública”.

O Governo de Goiás também não permite que secretário de Estado ocupe outro cargo, recebendo dois salários, pois também pede dedicação exclusiva. Eduardo determinou o valor do seu próprio salário sem o consentimento dos partidários, fichou sua Carteira de Trabalho com o salário de R$ 35.000,00, e como secretário mais de R$ 20.000,00, ou seja, recebeu um super salário de mais de R$ 55.000,00.

Eduardo foi afastado pelos Conselhos de Ética e Fiscal do Partido, que ao analisar a questão foi constatado que ele não poderia representar a legenda, ainda mais a nível nacional.

A comissão gestora do partido continua a mesma, apenas Eduardo foi afastado, o que leva a crer que todos estão prezando pelo bem e a continuidade das ações do PHS.

Eduardo Machado está sem apoio, pois 26 presidentes estaduais são a favor de seu afastamento, mostrando assim que o seu reinado à frente do partido chegou ao fim, por unanimidade.

Eduardo Machado fez da presidência do PHS uma extensão de seus interesses pessoais. Utilizou-se da condição de dirigente e pôs o partido como instrumento de vantagens políticas e empresariais. Foi como presidente da legenda que, entre outros acúmulo, ganhou um cargo estratégico para representar o governo goiano em Brasília. Além do salário que recebia como titular da Secretaria de Assuntos Federativos e de Relações com Organismos Multilaterais do Governo de Goiás, instalado no Distrito Federal, ele ainda usou seu poder no PHS para criar um salário e uma carteira de presidente da sigla. Machado assegurava para si mais uma boa remuneração mensal. Ele mesmo assinava os cheques de seus salários.

No entanto, descobriu-se que Eduardo Machado, mesmo exercendo a presidência havia anos, não estava filiado ao PHS. Este foi o estopim para levantar suspeitas sobre o dirigente. Foi afastado em maio passado conseguiu uma liminar e tentava reassumir o comando. Porém, as instâncias deliberativas resolveram mantê-lo afastado. No início da manhã de quinta-feira passada, inconformado levou o ex-tesoureiro do Diretório Nacional, Murilo Oliveira, o deputado Marcelo Aro (MG), único da bancada que o apoia, dois seguranças e um chaveiro para invadir a sede do partido no Lago Sul, em Brasília. Queria retirar documentos para transportar no veículo de um amigo.

Vizinhos avisaram a polícia e alertaram outros membros do partido, que bloquearam a saída. Machado ainda conseguiu sair antes da chegada dos policiais, porém o ex-tesoureiro foi levado num camburão do 5º Batalhão da Polícia Militar. Consta das denúncias que Machado estaria tentando apanhar documentos do partido e até objetos pessoais de funcionários da sede.

Fonte: Facebook do PHS

 

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