Artigo | O aumento das passagens e as promessas para a mobilidade urbana

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No mesmo dia do anúncio do reajuste no valor das passagens dos ônibus e Metrô do Distrito Federal, foi divulgado também o levantamento do acompanhamento das promessas de campanha dos Governos em todo o país. No infográfico, aparece toda evolução de ações em três partes: nos primeiros seis meses, um ano e dois anos. Na mesma pesquisa, também é possível verificar por tema. Das 29 promessas, 18 não foram cumpridas até o momento; 6 já foram iniciadas e são classificadas como as atendidas em parte; e cinco, tiveram início, meio e fim.

Com mais de 1, 2 milhão de passageiros nos transportes do DF, o tema mobilidade urbana fica estacionado. Nenhuma proposta foi cumprida. Vale a pena lembrar que é o segundo aumento das passagens na gestão. O primeiro aconteceu em setembro e gerou protestos. Realmente, anunciar uma medida assim no dia 30 de dezembro, é tentar evitar impactos maiores de indignação dos que dependem do transporte público para chegar ao trabalho.

Vamos analisar três promessas em relação à mobilidade urbana. A primeira da lista foi a expansão do metrô com a conclusão das estações na Asa Sul, e construção de novas estações em Ceilândia e outras em Samambaia, além de levar também o serviço até a Asa Norte. O governo justifica ao dizer que aguarda o ‘descongelamento’ de recursos do PAC Mobilidade para dar início às obras. A previsão inicial, de começar os trabalhos em 2015, não foi cumprida.

A segunda é o desenvolvimento das ligações ferroviárias para transporte de passageiros e cargas com Luziânia (GO), Goiânia (GO) e Águas Lindas (GO). O Vem e Vai do EVTEA – estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental – fica como pontapé inicial. O resultado é outra promessa que nem tem data prevista para iniciar. Terminar então, fica complicado prever. Mas na resposta, a responsabilidade fica para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e uma parceria público-privada para a instalação dos trens regionais em andamento.

Para não ter injustiça na análise, temos a terceira que até teve uma resposta satisfatória. A criação do bilhete único, permitindo o acesso a ônibus, metrô e BRT pagando somente uma passagem. O estudo para a implementação do serviço está sendo finalizado com previsão de funcionamento em fevereiro de 2017.

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