Com experiência no jornalismo e na comunicação institucional, secretário se consolida como peça estratégica do governo Celina Leão, em um momento em que a continuidade administrativa exige competência e estabilidade
Por Ricardo Callado
Uma campanha de reeleição começa muito antes da abertura das urnas. Começa na capacidade de governar, entregar resultados e mostrar à população o que está sendo feito. Uma administração pode realizar obras, ampliar serviços e desenvolver programas, mas, se não conseguir comunicar suas ações, parte desse trabalho permanecerá desconhecida.
Na política, fazer é fundamental. Saber comunicar o que foi feito também.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), compreende essa relação. E conta com um profissional que conhece tanto os bastidores da administração pública quanto as exigências da comunicação: o jornalista Weligton Moraes, à frente da Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal.
Moraes reúne experiência em assessoria de imprensa, relacionamento com veículos de comunicação e publicidade institucional. Sua trajetória ajuda a explicar a importância que adquiriu na estrutura do governo.
Em uma administração submetida diariamente ao julgamento da opinião pública, a comunicação não pode ser tratada como atividade secundária. É parte da gestão.
A votação expressiva de Celina Leão no primeiro turno, embora insuficiente para encerrar a disputa, representa um resultado político relevante. A governadora chegou à etapa decisiva da eleição com uma posição construída também a partir da visibilidade das ações de governo.
Seria um erro atribuir esse desempenho exclusivamente à comunicação. Eleições envolvem alianças, avaliações administrativas, conjuntura econômica, adversários e decisões dos eleitores.
Mas seria igualmente equivocado ignorar o trabalho desenvolvido pela equipe responsável por apresentar as ações do GDF à sociedade.
Nesse campo, Weligton Moraes desempenha uma função estratégica.
A comunicação governamental exige conhecimento da administração, capacidade de resposta e entendimento sobre o funcionamento da imprensa. Não basta produzir campanhas publicitárias. É necessário organizar informações, estabelecer prioridades e manter uma relação profissional com os veículos de comunicação.
Moraes conhece essas exigências.
A experiência acumulada ao longo da carreira permite compreender a diferença entre divulgar uma ação administrativa e construir uma comunicação institucional consistente.
O desempenho de Celina no primeiro turno a coloca em uma posição politicamente relevante. Entretanto, a vantagem eleitoral não elimina a necessidade de disputar cada voto.
Tratar o segundo turno como mera formalidade seria um erro. A política oferece exemplos suficientes de disputas que mudaram de direção nas últimas semanas.
É justamente nesse momento que a experiência de uma equipe de comunicação faz diferença.
A governadora precisa continuar apresentando resultados, respondendo às críticas e demonstrando à população por que considera seu projeto administrativo o mais adequado para os próximos quatro anos.
Esse trabalho exige coordenação e conhecimento.
Tanto agora como em um futuro governo, mudanças desnecessárias em uma estrutura que apresenta resultados podem produzir ruídos, interromper processos e comprometer a continuidade das ações.
O contraste entre uma comunicação organizada e outra marcada por mudanças frequentes de estratégia pode ser observado em diferentes campanhas eleitorais.
A campanha do presidente Lula, por exemplo, tem enfrentado críticas relacionadas à condução de sua mensagem política e à dificuldade de transformar ações de governo em apoio eleitoral.
Isso não significa que problemas de desempenho eleitoral possam ser atribuídos exclusivamente à comunicação. Mas evidencia como uma estratégia mal executada pode ampliar dificuldades políticas já existentes.
Uma administração precisa de profissionais capazes de compreender o momento, selecionar informações relevantes e transmitir mensagens com clareza.
Não há espaço para improvisações permanentes.
Também não há razão para confundir renovação com substituição de profissionais experientes. Nem toda mudança representa avanço. Em determinadas circunstâncias, preservar uma equipe competente é a decisão mais sensata.
Os próximos quatro anos
O desafio de Celina Leão não termina com a eleição. Caso seja reconduzida ao Palácio do Buriti, terá pela frente quatro anos de cobranças, decisões administrativas e compromissos assumidos com a população.
Nesse período, a comunicação continuará exercendo papel essencial.
O governo precisará informar sobre obras, investimentos, programas sociais, saúde, educação, mobilidade e demais serviços públicos. Também terá de explicar decisões difíceis e responder a questionamentos legítimos da imprensa e da sociedade.
Weligton Moraes possui uma experiência profissional que o credencia para continuar desempenhando essa responsabilidade.
Sua permanência representaria continuidade de conhecimento institucional, manutenção de relações profissionais construídas ao longo dos anos e preservação de uma linha de trabalho que integra a administração de Celina.
Não se trata de defender que qualquer secretário seja insubstituível. Na administração pública, ninguém deve estar acima de avaliações de desempenho ou da necessidade de aperfeiçoamento.
Trata-se de reconhecer que a experiência e os resultados precisam ter peso nas decisões de governo.
Celina Leão é uma política experiente. Conhece o funcionamento do governo, as exigências de uma campanha eleitoral e a importância de manter ao seu lado profissionais preparados.
A composição de uma equipe de governo não deve ser determinada apenas por conveniências partidárias ou pressões circunstanciais. Deve considerar capacidade técnica, confiança, experiência e resultados.
Weligton Moraes reúne atributos relevantes nesse processo.
Sua trajetória no jornalismo e na comunicação institucional constitui um patrimônio profissional que pode continuar contribuindo para o Governo do Distrito Federal.
Se Celina conquistar um novo mandato, terá de decidir como organizar a administração para os próximos quatro anos. A Secretaria de Comunicação estará entre as áreas que exigirão atenção.
A continuidade de Weligton Moraes merece ser considerada não apenas pela confiança política, mas principalmente pelo conhecimento acumulado e pela capacidade de conduzir uma atividade essencial à gestão pública.
Governar bem exige competência. Comunicar com clareza exige experiência.
E quando uma administração dispõe de profissionais que conhecem o trabalho, preservar essa experiência pode ser uma das decisões mais acertadas.






