Procon-DF registra 22,3 mil reclamações em 2026

Serviços financeiros, compras pela internet e cobranças estão entre os principais motivos de queixas

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Serviços financeiros, compras pela internet e cobranças estão entre os principais motivos de queixas

Brasília, 20 de outubro de 2026 – O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) registrou 22.361 reclamações entre janeiro e 16 de outubro deste ano. O número se aproxima do total de 2025, quando foram contabilizadas 22.781 queixas. Os dados mostram que serviços financeiros, compras pela internet e cobranças estão entre os principais problemas enfrentados pelos consumidores.

Os serviços financeiros lideram as reclamações em 2026, com 6.473 registros. As compras e contratações pela internet somam mais de 5,7 mil queixas. Nesse grupo, a principal reclamação é a dificuldade ou o atraso no reembolso, com mais de mil registros.

A assistente administrativa Joice Vitoria Rodrigues, de 23 anos, enfrentou um problema ao tentar comprar um celular pela Amazon. A transação foi bloqueada por suspeita de fraude, e, após enviar documentos para comprovar a titularidade do cartão, ela teve a conta bloqueada e o pedido cancelado.

Após o episódio, Joice passou a guardar comprovantes, e-mails e protocolos de atendimento para facilitar possíveis reclamações.

Cobranças e direitos do consumidor

O Procon-DF registrou mais de 5,6 mil reclamações relacionadas a cobranças neste ano. Entre os principais problemas estão valores cobrados por produtos ou serviços não contratados ou não reconhecidos.

O órgão orienta que o consumidor conteste a cobrança pelos canais oficiais da empresa, solicite um protocolo e guarde documentos, faturas, extratos e comprovantes.

Entre os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC) estão o prazo de sete dias para arrependimento em compras realizadas fora do estabelecimento comercial, o cumprimento da oferta e a garantia legal dos produtos e serviços.

O administrador Luiz Carlos Costa, de 64 anos, procurou o Procon-DF após um clube do qual é sócio passar a exigir o consumo de todas as refeições do restaurante para permitir a hospedagem nos chalés. Ele questiona a exigência e busca orientação sobre a possibilidade de venda casada.

A empresária Alexia Costa Silva, de 28 anos, também recorreu aos mecanismos de defesa do consumidor após enfrentar problemas com planos de saúde. Segundo ela, depois do cancelamento de um plano, precisou pagar consultas, medicamentos e exames por conta própria. A consumidora estima um prejuízo superior a R$ 5 mil.

Como evitar problemas

O especialista em direito do consumidor João Paulo Ribeiro Dornelas recomenda guardar contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e protocolos de atendimento.

Antes de comprar pela internet, ele orienta verificar o CNPJ, os dados cadastrais e o endereço da empresa, além de consultar a reputação do fornecedor e as regras de troca, devolução e cancelamento.

O advogado também recomenda desconfiar de preços muito abaixo do mercado e de ofertas que pressionam o consumidor a comprar imediatamente.

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