Bolsonaro apresentou taquicardia e dificuldade para respirar na última semana

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Relatório médico informa que ex-presidente apresentou sintomas passageiros, com melhora espontânea, e permanece clinicamente estável, apesar de efeitos colaterais relacionados ao uso de medicamentos

Da Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou episódios de taquicardia e dificuldade para respirar durante a última semana, segundo boletim médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). As manifestações foram de curta duração e desapareceram espontaneamente, sem registro de novos episódios no período avaliado.

De acordo com o documento, divulgado nesta sexta-feira (9/10), Bolsonaro permanece em condições clínicas estáveis, apesar dos sintomas relatados pela equipe responsável por seu acompanhamento.

O boletim informa que o ex-presidente apresenta estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória, o que indica a manutenção de parâmetros circulatórios e respiratórios considerados adequados no momento da avaliação.

Medicamentos provocam sonolência e alterações no equilíbrio

Além dos episódios de taquicardia e dificuldade respiratória, o relatório médico aponta que Bolsonaro apresenta sonolência durante o dia e desequilíbrio, associados aos efeitos colaterais de medicamentos de ação central.

Esses medicamentos atuam sobre o sistema nervoso central e podem provocar alterações no estado de alerta e na coordenação motora.

Segundo o boletim, os profissionais responsáveis pelo acompanhamento adotam medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.

O documento não informa quais medicamentos estão relacionados aos efeitos observados nem detalha eventuais alterações no tratamento.

Dieta e cuidados para evitar refluxo

O ex-presidente também segue uma dieta com baixo teor de acidez e restrição de sal, conforme as orientações médicas descritas no relatório.

Entre os cuidados adotados estão medidas destinadas à prevenção de episódios de refluxo gastroesofágico, condição caracterizada pelo retorno do conteúdo do estômago ao esôfago.

A equipe médica mantém o acompanhamento das condições gerais de saúde de Bolsonaro, incluindo os sintomas associados ao uso de medicamentos e os riscos de quedas.

Apesar das intercorrências registradas na última semana, o boletim descreve o quadro clínico atual como estável.

Ex-presidente cumpre prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em uma residência da família, após ter passado por outras unidades de custódia no Distrito Federal.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, no processo relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, Bolsonaro permaneceu na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde começou a cumprir a pena.

Posteriormente, foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha.

Atualmente, permanece em prisão domiciliar, sob as condições estabelecidas pela Justiça.

Acompanhamento médico é informado ao STF

O envio do boletim médico ao Supremo Tribunal Federal integra o acompanhamento das condições de saúde do ex-presidente durante o cumprimento da pena.

O documento registra os episódios de taquicardia e dificuldade respiratória, os efeitos adversos relacionados aos medicamentos e as medidas preventivas adotadas.

Conforme o relatório, os sintomas respiratórios e cardíacos tiveram resolução espontânea, sem recorrência durante o período observado.

O boletim não relata necessidade de internação hospitalar em razão desses episódios.

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