PCDF deflagra operação contra facção criminosa com atuação no DF

Operação cumpre 21 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão em três estados

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Operação cumpre 21 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão em três estados

Brasília, 8 de outubro de 2026 – A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Jubilados para desarticular uma estrutura de uma facção criminosa originária de São Paulo que, segundo as investigações, teria tentado ampliar a atuação no Distrito Federal. Ao todo, são cumpridos 21 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão.

No Distrito Federal, as diligências ocorrem em São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural, além de unidades prisionais. As ações também são realizadas em Águas Lindas de Goiás, em Goiás, e em Sorocaba e Indaiatuba, em São Paulo.

A investigação é um desdobramento da Operação Mosaico, realizada em dezembro de 2025 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (FICCO/DF).

Comunicação e organização

A análise do material apreendido durante a investigação anterior permitiu aos policiais identificar grupos utilizados pela organização para comunicação e coordenação de atividades.

Um dos grupos, denominado “FACULDADE BRASÍLIA”, reunia cerca de 80 integrantes e era utilizado para transmitir ordens, organizar arrecadações, coordenar atividades e prestar assistência a membros presos. Outro grupo, chamado “JUNTOS SOMOS MAIS FORTES DF”, também era utilizado para comunicação interna.

Segundo a PCDF, a estrutura investigada contava com setores responsáveis pelo controle de armas e munições, finanças, cadastro de integrantes, disciplina, recrutamento e expansão territorial.

As investigações também identificaram núcleos de inteligência e contrainteligência, além de mecanismos destinados à ampliação de pontos de venda de drogas, chamados de “lojas”.

Nesta fase, os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa, crime previsto na Lei nº 12.850/2013. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e apurar eventuais delitos relacionados à atuação do grupo.

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