Ministro do STF deu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República se posicionar sobre conclusão da Polícia Federal de que o senador cometeu crime de calúnia contra o presidente Lula ao associá-lo a acusações contra Nicolás Maduro
Da Redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até 15 dias sobre a conclusão da Polícia Federal de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria cometido o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A investigação teve origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro de 2026, na qual ele associou Lula ao então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e listou crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras. A postagem dizia: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo”.
A Polícia Federal entendeu que a publicação imputou falsamente a Lula a prática de crimes, configurando calúnia. A defesa do senador apresentou pedidos de oitiva de testemunhas, incluindo Lula, María Corina Machado, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, mas tanto o delegado quanto o ministro Alexandre de Moraes indeferiram os requerimentos, por considerá-los desnecessários ou protelatórios.
A PGR já havia se manifestado pelo arquivamento de investigações semelhantes envolvendo parlamentares do PL por publicações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, sob o argumento de que se tratava de manifestações de cunho político. Agora, caberá ao órgão se posicionar sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro.




