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Sesc Cultural nos Territórios realiza roda de conversa no Guará e em Ceilândia

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O Sesc Cultural dará continuidade aos diálogos com os agentes de cultura e a população sobre o futuro do espaço pensado para democratizar o acesso e a produção da arte e da cultura. Nessa segunda etapa, o Sesc Cultural nos Territórios chega ao Guará e em Ceilândia no mês de julho.

No Guará, o bate papo será dia 4 de julho, um sábado, na sala multiuso do Sesc da cidade. Já em Ceilândia, esse será o segundo encontro com a comunidade, e está agendado para 18 de julho, também um sábado, no teatro Newton Rossi. Ambas as atividades começam às 14h. Não é necessário fazer inscrição prévia para participar.

O ciclo de conversas do Sesc Cultural nos Territórios começou dia 17 de junho. Até o dia 23, foram realizadas rodas de diálogo em Ceilândia, Gama, Plano Piloto e Taguatinga Norte. Nos encontros, os agentes e fazedores de cultura apontaram questões importantes para o segmento. Entre eles, a ampliação da participação de artistas locais nas atividades do Sesc-DF, a necessidade criar um canal de contato facilitado entre artistas locais e a instituição, o mapeamento de agentes culturais do DF e a amplificação da cena cultural com modalidades artísticas diversas.

Todos os comentários foram resultado de trabalho em grupo, a partir da discussão de três perguntas básicas: “Como se dão as relações entre os agentes culturais do seu território e o Sesc?”, “Como o Sesc Cultural pode fortalecer os territórios?” e “Como os territórios podem fortalecer o Sesc Cultural?”.

Todos os pontos abordados nos encontros serão sistematizados e comporão um relatório de diagnóstico que será utilizado para estruturar o modelo de atuação do Sesc Cultural. A ideia central é estabelecer uma relação de respeito entre a instituição e os agentes e fazedores de cultura do DF.

“Muito importante esse diálogo que o Sesc Cultural está realizando com os agentes culturais do cinema, da música, do circo, das artes visuais do Distrito Federal, e é de extrema importância para que se possa construir o Sesc Cultural em uma perspectiva de espaço de convívio, onde as pessoas possam, futuramente, se capacitar, dar capacitação, assistir a espetáculos, participar de exposições. Além disso, esses diálogos são importantes para que os artistas do DF possam ser protagonistas desse espaço (Sesc Cultural)”, afirma Thiago Bresani, da Lumiato Teatro.

Para o gerente da Cia Lábios da Lua, Gilmar Batista, “a construção coletiva que o Sesc Cultural está buscando, de ouvir a comunidade em suas necessidades, em seus sonhos, em suas ansiedades, é o passo zero para a construção de algo, de fato, real”.  “Ouvindo a comunidade e suas necessidades, a construção fica muito mais rica e verdadeira”, afirma.

Sesc Cultural

O Sesc Cultural é um projeto que consolida a rede de difusão cultural que vem sendo construída pela instituição desde 1966. Inspirado no pensamento de Lina Bo Bardi, para quem qualquer espaço deve ser democrático, acessível e funcional, o projeto estrutural foi elaborado por Marcelo Ferraz, discípulo da arquiteta que concebeu o Masp e o Sesc Pompéia.

Com mais de 10 mil m² de área construída, o Sesc Cultural foi pensado para ampliar o acesso e a produção de arte e cultura pela população. Localizado na 511 da Asa Norte, no Plano Piloto, o prédio que antes abrigou uma central de dados de um grande banco público receberá um anexo conectado por passarelas. Juntos, a partir de 2028, abrigarão jardim de esculturas, teatro, salas de oficinas, sala de leitura e pesquisa em arte, espaço para jogos e brincadeiras, laboratório criativo de arte e tecnologia, galeria de artes, além de restaurante e espaço de convivência.

A grandiosidade arquitetônica se vincula a uma programação que dialoga com o que o povo do Distrito Federal pensa, sente e quer. No lançamento do Sesc Cultural, realizado em outubro de 2025, milhares de pessoas foram atraídas por uma agenda marcada pelo pensamento livre e a ousadia criativa. O Sesc Cultural também trouxe para Brasília itinerâncias da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu Nacional da República, e o Seminário Internacional “Cultura pra Quê?”, que contou com a participação de grandes pensadores e pesquisadores de diversas partes do mundo, entre eles Ailton Krenak.

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