Vigilância Sanitária do DF já apreendeu mais de 9,5 mil cigarros eletrônicos em 2026

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Mais de 9 mil dispositivos foram apreendidos em ações realizadas neste ano

Brasília, 28 de maio de 2026 — A Vigilância Sanitária do Distrito Federal, ligada à Secretaria de Saúde do Distrito Federal, realizou mais de 8 mil fiscalizações em estabelecimentos comerciais, feiras, distribuidoras e eventos para combater a comercialização irregular de cigarros eletrônicos no DF.

Somente em 2026, foram emitidos 329 autos de infração relacionados à venda ilegal de vapes e pods. Durante as operações, cerca de 9,6 mil produtos foram apreendidos e 78 estabelecimentos acabaram interditados pelas equipes de fiscalização.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé, o foco das ações é proteger principalmente adolescentes e jovens dos impactos causados pelos dispositivos eletrônicos para fumar. A comercialização desses produtos é proibida no Brasil, embora o uso individual não seja criminalizado.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que 43% dos estudantes do Distrito Federal entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarros eletrônicos, colocando Brasília no topo do ranking nacional.

Especialistas alertam para os riscos associados ao consumo desses dispositivos. A pneumologista da SES-DF, Nancilene Melo, explicou que os cigarros eletrônicos utilizam sabores e formatos atrativos para o público jovem, criando uma falsa percepção de menor risco à saúde.

Apesar de parecerem muito diferentes dos cigarros tradicionais, os dispositivos eletrônicos também têm nicotina e causam dependência

De acordo com a médica, os aparelhos contêm nicotina sintética, substância considerada altamente viciante. Dados da Secretaria de Saúde mostram que, em 2025, quase 19% dos homens e mais de 16% das mulheres entre 18 e 24 anos que participaram de grupos de tratamento contra o tabagismo utilizavam cigarros eletrônicos.

Entre esses pacientes, mais de 67% apresentaram níveis de dependência classificados como elevados ou muito elevados. Os dados também revelam baixa permanência nos tratamentos, além da necessidade frequente de uso de medicamentos para combater o vício em nicotina.

As ações de fiscalização ocorrem na semana do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado no próximo domingo (31). Instituída pela Organização Mundial da Saúde, a data busca conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo e incentivar políticas públicas de prevenção.

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