Novo IML do DF amplia atendimento e moderniza perícias com tecnologia

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Estrutura prioriza humanização, segurança e agilidade nos serviços periciais

Brasília, 17 de maio de 2026 — A nova sede do Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal (IML-DF), entregue pelo Governo do Distrito Federal em dezembro de 2024, tem transformado o atendimento prestado à população e as condições de trabalho dos servidores da instituição. Com investimento de R$ 47,8 milhões, o prédio ampliou a capacidade operacional do instituto e incorporou novas tecnologias para análise pericial e acolhimento humanizado.

Segundo o diretor adjunto do IML-DF, Rony Augusto Silva Faria, a principal mudança proporcionada pela nova estrutura foi a humanização no atendimento. O novo espaço conta com fluxos separados para vítimas, familiares e pessoas custodiadas, garantindo mais segurança, privacidade e conforto aos usuários.

A estrutura é considerada uma das maiores e mais modernas da América Latina, reconhecimento fruto do compromisso deste GDF em aprimorar o sistema investigativo e policial da capital da República | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília

Localizado no complexo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o novo prédio possui 12 mil metros quadrados e é considerado uma das estruturas mais modernas da América Latina na área de medicina legal. A unidade tem quatro pavimentos, incluindo subsolo, e reúne laboratórios de histopatologia, toxicologia e radiologia, além de setores especializados em antropologia forense, psiquiatria forense e sexologia forense.

A nova estrutura também conta com salas para exames de corpo de delito, ambulatórios, cartório, arquivos, celas, espaços para armazenamento de cadáveres e áreas exclusivas para acolhimento de vítimas de violência sexual. O prédio foi projetado para atender a demanda da população do Distrito Federal pelos próximos 50 anos.

De acordo com Rony Augusto Silva Faria, o antigo prédio já não comportava o volume atual de atendimentos. Enquanto Brasília possuía cerca de 140 mil habitantes na década de 1960, hoje o Distrito Federal ultrapassa os 3 milhões de moradores.

Um dos principais avanços apontados pela direção do instituto é a separação completa entre os atendimentos de pessoas sob custódia e demais usuários. A medida evita o contato entre vítimas, familiares e presos escoltados, situação recorrente na antiga sede.

Nos casos de violência sexual, as vítimas recebem atendimento em um andar exclusivo, com consultórios específicos, equipe de apoio psicológico e brinquedoteca voltada ao acolhimento infantil. O instituto também passou a utilizar recursos lúdicos, como modelos anatômicos em crochê, para explicar procedimentos periciais de maneira mais acolhedora.

O diretor adjunto do IML-DF, Rony Augusto Silva Faria: “A humanização no acolhimento é ainda mais criteriosa nos casos de violência sexual. As vítimas são direcionadas a um andar exclusivo, sem contato com o público geral”

Além da modernização estrutural, o novo IML investiu em tecnologia e inteligência artificial para acelerar análises periciais. Em parceria com o Instituto de Criminalística, o sistema consegue identificar espermatozoides em lâminas periciais em cerca de 20 minutos, reduzindo significativamente o tempo de resposta das investigações.

Segundo a direção da unidade, a maioria dos atendimentos realizados pelo IML é voltada para pessoas vivas, como vítimas de acidentes, agressões e violência doméstica. O instituto realiza entre 50 mil e 55 mil exames em vivos por ano, enquanto os exames necroscópicos somam aproximadamente 2 mil procedimentos anuais.

O diretor adjunto destacou ainda que o trabalho desenvolvido pelo IML envolve profissionais de 11 diferentes carreiras, responsáveis por garantir rigor técnico e científico às perícias realizadas pela instituição.

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