Ex-assessor de Donald Trump diz que bilionário brasileiro aliado de Lula “está jogando um jogo perigoso pra caralho” e reage à revelação de que o empresário usou seu celular para viabilizar conversa presidencial em 30 de abril, enquanto JBS e National Beef são alvos de apuração do Departamento de Justiça americano sobre concorrência no setor de carne
Por Ricardo Callado
Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump e figura ligada ao movimento MAGA, afirmou nesta terça-feira, 12 de maio, que o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, estaria envolvido em uma articulação arriscada ao facilitar o contato telefônico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder americano.
Miller publicou no X que Joesley Batista “está jogando um jogo perigoso pra caralho” e completou: “O pêndulo sempre volta… e o pêndulo nunca esquece”. Embora não ocupe cargo formal na administração Trump, o ex-assessor mantém proximidade com o entorno do presidente republicano.
A declaração ocorre após reportagem da CNN Brasil informar que Lula utilizou o celular de Joesley Batista para conversar com Trump em 30 de abril, com o objetivo de destravar a visita oficial aos Estados Unidos, realizada em 7 de maio. De acordo com a emissora, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não participou da ligação.
Nesta segunda-feira, 11 de maio, Donald Trump Jr. esteve em Nova York ao lado de Wesley Batista, irmão de Joesley, em painel do grupo Esfera Brasil. No evento, o filho do presidente americano defendeu maior alinhamento entre Estados Unidos e Brasil e a redução da dependência de cadeias de suprimentos chinesas, destacando oportunidades no setor mineral e agrícola brasileiro.
Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) abriu investigação em 4 de maio sobre possíveis violações às regras de concorrência na indústria de processamento de carne. Entre as empresas citadas estão a JBS e a National Beef, subsidiária da Marfrig. A ação integra esforço anunciado pela Casa Branca para reprimir cartéis estrangeiros e promover competição no mercado americano, dominado por quatro grandes processadoras que controlam cerca de 85% do segmento bovino.






