DF amplia rede de saúde mental e reforça atendimento nos Caps

Governo investe em novas unidades, equipes e ações integradas de cuidado

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Governo investe em novas unidades, equipes e ações integradas de cuidado

Brasília, 30 de março de 2026 — O Governo do Distrito Federal tem intensificado os investimentos na rede pública de saúde mental, com ampliação da estrutura, reforço de equipes e implementação de novas políticas de atendimento. Atualmente, o DF conta com 18 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em funcionamento e prevê a construção de mais cinco unidades, incluindo espaços voltados ao público infantojuvenil e centros com atendimento 24 horas para usuários de álcool e outras drogas.

A expansão também contempla o planejamento de novas unidades a partir de 2027, com expectativa de ampliar a cobertura para mais de um milhão de pessoas. Paralelamente, houve reforço no quadro de profissionais, com a nomeação de médicos psiquiatras e a recomposição de equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

Dados da Secretaria de Saúde do DF indicam crescimento significativo na demanda por atendimento. Entre 2019 e 2025, foram registrados cerca de 423,9 mil procedimentos nos Caps, um aumento de 393% no período. O volume passou de 17,7 mil atendimentos em 2019 para 87,5 mil em 2024, refletindo maior procura pelos serviços, especialmente no contexto pós-pandemia.

Para aprimorar a gestão da política pública, o governo criou, em 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde. A medida contribuiu para a organização da rede e viabilizou iniciativas como o desenvolvimento de um sistema de monitoramento com uso de inteligência artificial e a criação de um laboratório de inovação na área.

Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília

O atendimento é estruturado de forma integrada. Casos leves e moderados são acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde, enquanto situações mais graves são encaminhadas aos Caps, que oferecem suporte especializado com equipes multiprofissionais. Outro avanço foi a implantação de serviços residenciais terapêuticos, destinados a pessoas que passaram longos períodos em instituições psiquiátricas e perderam vínculos familiares.

Além da assistência clínica, os Caps também desenvolvem atividades voltadas à reabilitação social. No Itapoã, por exemplo, o grupo Linhaterapia utiliza o crochê como ferramenta terapêutica para estimular a criatividade, melhorar a autoestima e auxiliar no tratamento de transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.

Participantes relatam que as atividades contribuem para o bem-estar emocional e ajudam na reconstrução de rotinas. A prática também pode se tornar fonte de renda, ampliando a autonomia dos usuários.

A política de saúde mental no DF ainda envolve ações integradas com áreas como assistência social, educação, cultura e esporte, reforçando a importância de abordagens amplas na promoção da saúde e na prevenção de adoecimentos.

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