União do Avante com José Roberto Arruda (inelegível e chefe da Caixa de Pandora) e Gim Argello (preso na Operação Vitória de Pirro da Lava Jato) forma uma aliança moralmente criminosa que ameaça levar o Distrito Federal de volta ao passado de corrupção, incompetência e retrocesso

O Distrito Federal não merece reviver o pior da sua história política. A tentativa de formar uma chapa com o partido Avante, José Roberto Arruda e Gim Argello representa o cúmulo do oportunismo e do retrocesso: um partido que teve seu diretório regional saindo de suspensão há poucos dias por problemas graves na prestação de contas, um candidato a governador inelegível e símbolo do maior escândalo de corrupção que Brasília já viu (a Caixa de Pandora) e um ex-senador preso na 28ª fase da Lava Jato, a “Vitória de Pirro”, acusado de receber propinas milionárias de empreiteiras como UTC, OAS, Toyo Setal e Odebrecht para blindar executivos em CPIs da Petrobras.
Essa é a “canoa furada” que se apresenta como alternativa ao comando do GDF em 2026. Arruda, apesar de inelegível, insiste em concorrer sub judice. O Avante indica o vice – e tudo indica que o próprio Gim Argello pode ser o escolhido. A combinação é explosiva: corrupção local (Caixa de Pandora) aliada à corrupção nacional (Lava Jato).
O “Mensalão” e o “Petrolão” – Arruda foi preso em 2010, após ser filmado recebendo um maço de dinheiro, caso que ficou conhecido como ‘Mensalão do DEM’, que originou a Operação caixa de Pandora. Gim Argello foi preso em 2016, durante as investigações do Petrolão, após ser acusado de receber 5 milhões em propina em troca de favores políticos na CPI da Petrobras.
O joio da política brasiliense se une para voltar à cena do crime, ignorando que o DF já pagou caro demais por governos desastrosos como os de Agnelo Queiroz (PT), envolvido no propinoduto do Mané Garrincha, e Rodrigo Rollemberg (PSB), marcado por caos administrativo e incompetência.
O eleitorado reconhece o trabalho sério e rejeita qualquer retrocesso. A população do DF não é idiota. Sabe que essa chapa não representa renovação, mas a volta do passado sombrio. Arruda e Argello carregam condenações, prisões e escândalos que custaram bilhões aos cofres públicos. O silêncio ou as tentativas de inverter a narrativa não escondem a realidade: o DF precisa de paz, seriedade e competência, não de mais uma aliança moralmente criminosa que junta Lava Jato e Caixa de Pandora no mesmo barco.
O eleitor brasiliense já mostrou, nas urnas e nas ruas, que quer seguir para frente. Celina Leão e Ibaneis Rocha representam exatamente isso: continuidade de uma gestão que funciona. A chapa Arruda-Argello-Avante é um retrocesso que o DF não pode permitir.
É hora de enterrar de vez esse passado de corrupção e incompetência. O futuro de Brasília merece muito mais.



