Com 14 votos favoráveis e pressão massiva dos servidores, PL nº 2175/2026 é aprovado em dois turnos, autorizando uso de imóveis públicos para quitar dívida com o BC e evitar liquidação do banco – vitória da gestão Ibaneis-Celina e do funcionalismo sobre sabotagem política

A tarde desta terça-feira (3) ficará marcada na história do Distrito Federal como o dia em que o funcionalismo do Banco de Brasília (BRB) mostrou sua força real. Centenas de servidores lotaram as galerias da Câmara Legislativa do DF (CLDF), impondo uma derrota contundente aos dez deputados que votaram contra o Projeto de Lei nº 2175/2026.
A proposta, enviada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e aprovada por 14 votos a favor e 10 contra em dois turnos, autoriza o uso de nove imóveis públicos como garantia ou alienação para reforçar o patrimônio do BRB e viabilizar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A medida atende exigência regulatória do Banco Central para evitar a liquidação completa da instituição, preservando 4.500 empregos diretos e dezenas de programas sociais que beneficiam diretamente a população vulnerável do DF.
A pressão exercida pelos funcionários – com faixas, gritos de ordem e presença maciça nas galerias – transformou a sessão em um verdadeiro plebiscito sobre o futuro do BRB. O banco, que emprega milhares de servidores e sustenta linhas de crédito consignado, financiamento habitacional acessível e iniciativas de inclusão financeira, estava à beira do abismo após o rombo herdado de operações de risco, como a tentativa frustrada de aquisição do Banco Master.
A aprovação do PL representa uma vitória clara do funcionalismo e da gestão Ibaneis Rocha (MDB), que acompanhou a votação pela TV Distrital ao lado da vice-governadora Celina Leão (PP), pré-candidata ao GDF com liderança folgada nas pesquisas (40% a 50% na Real Time Big Data).
Enquanto a oposição adotou a postura previsível de “terra arrasada” – defendendo o colapso do banco como forma de atacar o governo, mesmo que isso signifique desemprego em massa e o fim de linhas de crédito populares –, o que mais chamou atenção foi a traição escancarada de três deputados da própria base aliada: Thiago Manzoni (PL), Rogério Morro da Cruz (PRD) e João Cardoso (Avante).
Esses parlamentares, que controlam centenas de cargos comissionados e nomeações no Executivo distrital, optaram por votar contra a medida que salva o BRB de uma intervenção ou liquidação iminente.
- Thiago Manzoni controla a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura
- Rogério Morro da Cruz domina as administrações regionais de Jardim Botânico e São Sebastião.
- João Cardoso exerce domínio sobre Sobradinho I e Sobradinho II.
São figuras que se beneficiam diretamente da estrutura do GDF, com nomeações e verbas, mas que, no momento crítico, alinharam-se à oposição em vez de defender os interesses do governo que os sustenta. A incoerência é gritante: deputados que ocupam fatias generosas na máquina pública colocam em risco o emprego de centenas de bancários e o funcionamento de um banco que atende diretamente o servidor e o cidadão comum.
A liquidação do BRB não seria apenas o fim de uma instituição financeira; seria o colapso de quase uma dezena de programas sociais, desemprego em massa e a perda de um ativo estratégico para o Distrito Federal.
O banco contribui para o desenvolvimento de Brasília com linhas de crédito populares, consignados acessíveis e iniciativas de inclusão financeira que beneficiam a classe mais baixa da população – justamente o público que a oposição diz representar.
A mobilização organizada dos funcionários do BRB, somada ao interesse maior da população em preservar a estabilidade econômica e social do DF, prevaleceu sobre interesses pessoais e cálculos eleitoreiros mesquinhos.
Essa derrota dos dez deputados, especialmente dos três “traidores” da base, serve de lição: o funcionalismo público, quando unido e consciente de seu papel, tem poder para impor respeito e derrotar sabotagens contra o interesse público.
O BRB segue vivo e forte. Quem escolheu o caminho da obstrução terá que explicar à sociedade por que preferiu o risco de liquidação à salvação de um banco que é patrimônio do povo brasiliense. A transição tranquila de Ibaneis para Celina Leão, que assume em abril, ganha ainda mais força com esse episódio: o DF rejeita sabotadores e premia quem defende empregos, programas sociais e responsabilidade fiscal.




