Laboratório monitora insetos e animais que podem afetar a saúde da população

Mais em

Unidade da Vigilância Ambiental atua na identificação de vetores e no controle de riscos

Brasília, 6 de março de 2026 — O Laboratório de Entomologia Médica (LEM), ligado à Secretaria de Saúde do Distrito Federal, desenvolve estudos voltados à identificação de animais que podem representar riscos à saúde humana. A iniciativa tem como foco apoiar ações de prevenção, controle e monitoramento de fatores ambientais capazes de provocar doenças.

A unidade integra a Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde e conta com uma equipe formada por biólogos e técnicos de laboratório. No local, são analisadas amostras de insetos e animais peçonhentos que chegam diariamente para investigação científica. Entre as atividades realizadas está a identificação de barbeiros, insetos transmissores do parasita Trypanosoma cruzi, responsável pela doença de Chagas.

Segundo a bióloga do laboratório, Kenia Cristina, o trabalho envolve diferentes etapas. A equipe participa da coleta de amostras, realiza análises laboratoriais e interpreta os dados obtidos. Com base nesses resultados, também são elaboradas recomendações e, em algumas situações, os próprios profissionais executam ações de intervenção.

O laboratório também utiliza ferramentas tecnológicas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti. Entre os recursos empregados estão as ovitrampas, utilizadas para identificar focos do inseto, além de técnicas de geoprocessamento que ajudam a mapear áreas de maior incidência. A partir dessas análises, são indicadas medidas como aplicação de larvicidas, uso de inseticidas e outras estratégias de controle do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O trabalho de campo é realizado com o apoio dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), responsáveis pela coleta de materiais biológicos em diferentes regiões do Distrito Federal. Essas amostras são posteriormente encaminhadas ao laboratório para análise.

A população também participa desse processo de monitoramento. Frequentemente, moradores entregam insetos ou animais suspeitos na sede da Dival, localizada na região do Noroeste, ou em um dos 15 Núcleos de Vigilância Ambiental distribuídos pelo Distrito Federal.

De acordo com a bióloga Vilma Feitosa, cada material recebido é considerado relevante para o trabalho da equipe. A participação da comunidade demonstra atenção e cuidado com o ambiente doméstico e contribui para a prevenção de doenças.

As ações desenvolvidas pela Vigilância em Saúde têm como objetivo identificar mudanças ambientais que possam interferir na saúde da população. Com base nesses dados, são recomendadas medidas preventivas e estratégias de controle para reduzir riscos e evitar a propagação de doenças.

spot_img

Últimas Notícias